quinta-feira, setembro 21, 2006


Tu tens um medo:
Acabar.
Não vês que acabas todo o dia.
Que morres no amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que te renovas todo o dia.
No amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que és sempre outro.
Que és sempre o mesmo.
Que morrerás por idades imensas.
Até não teres medo de morrer.
E então serás eterno.

Poema de, Cecilia Meireles

quarta-feira, setembro 20, 2006

terça-feira, setembro 19, 2006

1, 2, 3...e, aqui vai:


Por causa do Paulo Santos do: No interior do Norte
(fez-me um desafio e eu aceitei)
eu hoje vou me mostrar um pouco mais.
Por acaso eu até acho que as pessoas que mais me visitam aqui
estão fartinhas de saber tudo de mim.
Não me comentam mas me gostam.
E gostam sempre, mesmo me conhecendo
por dentro e por fora,
do lado certo e até do avesso.
(ai, hoje estou "tender" para a convencida)
Mas pronto!,
para todos os que de mim pouco sabem
e, em especial para o Paulo,
aqui ficam
seis curiosidades avulsas de minha pessoa:
1- Um amor meu:
minha filhaaaaaaaaaaaaaaa.
2- Um(a) herói(heroína) meu(minha):
minha mãe.
3- Um sonho meu:
no nosso mundo, todos os bens (materiais e outros) estejam igualmente distribuidos por todas as pessoas!!!!
4- Um desejo meu:
ser melhor e melhor e melhor (pessoa).
5- Um medo meu:
algum dia não conseguir cuidar de minha filha.
6- Um prazer meu:
fazer amor.
fatima

segunda-feira, setembro 18, 2006


Love never dies a natural death.
It dies because we don't know how to replenish its source.
It dies of blindness and errors and betrayals.
It dies of illness and wounds; it dies of weariness, of withering, of tarnishing.
de, Anais Nin

Jane Siberry -- it can`t rain all the time

Eu hoje "posto" :
- uma música que eu gosto muito muito muito e, o meu desejo de uma boa semana para todos.


fatima





sexta-feira, setembro 15, 2006

Bom fim de semanaaaaaaaa.

Pés para que os quero
Se tenho asas para voar.
De, Frida Kahlo -Diário

quinta-feira, setembro 14, 2006

terça-feira, setembro 12, 2006

Post temporário

Virtuoso: o violino que toca sozinho



Viver sempre também cansa!

O sol é sempre o mesmo e o céu azul
ora é azul, nitidamente azul,
ora é cinza, negro, quase-verde...
Mas nunca tem a cor inesperada.
O mundo não se modifica.
As árvores dão flores,
folhas, frutos e pássaros
como máquinas verdes.
As paisagens também não se transformam.
Não cai neve vermelha,
não há flores que voem,
a lua não tem olhos
e ninguém vai pintar olhos à lua.
Tudo é igual, mecânico e exacto.
Ainda por cima, os homens são os homens.
Soluçam, bebem, riem e digerem
sem imaginação.
E há bairros miseráveis, sempre os mesmos,
discursos de Mussolini,
guerras, orgulhos em transe, automóveis de corrida...
E obrigam-me a viver até à Morte!
Pois não era mais humano
morrer por um bocadinho,
de vez em quando,
e recomeçar depois,
achando tudo mais novo?
Ah! se eu pudesse suicidar-me por seis meses,
morrer em cima de um divã
com a cabeça sobre uma almofada,
confiante e sereno por saber
que tu velavas por mim, meu amor do Norte.
Quando viessem perguntar por mim,
havias de dizer com o teu sorriso
onde arde um coração em melodia:
"Matou-se esta manhã.
Agora não o vou ressuscitar
por uma bagatela.
"E virias depois, suavemente,
velar por mim, subtil e cuidadosa,
pé ante pé, não fosses acordar
a Morte ainda menina no meu colo...


Poema de, José Gomes Ferreira

segunda-feira, setembro 11, 2006

11 de Setembro de 2006

Fome,
Guerra,
Terrorismo:
-"Todos somos responsáveis de tudo, perante todos"

(Fiódor Dostoiévski)
E, eu penso, hoje é um dia bom para pensarmos e...
... penarmos!!
fatima

sexta-feira, setembro 08, 2006

quinta-feira, setembro 07, 2006

O Eco

Tão tarde. Adão não vem? Aonde iria Adão?!
Talvez que fosse à caça; quer fazer surpresas com alguma caça branca lá da floresta.
Era plo entardecer, e Eva já sentia cuidados por tantas demoras.
Foi chamar ao cimo dos rochedos, e uma voz de mulher também, também chamou Adão.
Teve medo: Mas julgando fantasia chamou de novo: Adão?
E uma voz de mulher também, também chamou Adão.
Foi-se triste para a tenda.
Adão já tinha vindo e trouxera as setas todas, e a caça era nenhuma!
E ele a saudá-la ameaçou-lhe um beijo e ela fugiu-lhe.
- Outra que não Ela chamara também por Ele.
De, Almada Negreiros

quarta-feira, setembro 06, 2006

Os teus olhos


Quando se esgotaram os caminhos
que a razão poderia aconselhar-nos
abrem-se os teus olhos, e com eles tudo
volta a inundar-se da luz obscura
que dá sentido ao mundo e à minha vida
Poema de, Amalia Bautista

terça-feira, setembro 05, 2006

You, de Ten Sharp

São tantas as coisas em nosso passado que nós precisamos esquecer.
De meu passado, eu já esqueci muitas.
Mas não os livros, os poemas, as músicas...
Esta é uma música que eu já gostei muito muito muito.
E, gosto ainda. Felizmente!

segunda-feira, setembro 04, 2006

Vincent, de Tim Burton



Fico admirado quando alguém, por acaso e quase sempre
sem motivo, me diz que não sabe o que é o amor.
eu sei exactamente o que é o amor. o amor é saber
que existe uma parte de nós que deixou de nos pertencer.
o amor é saber que vamos perdoar tudo a essa parte
de nós que não é nossa. o amor é sermos fracos.
o amor é ter medo e querer morrer.
Poema de, José Luís Peixoto
em, A criança em ruínas

segunda-feira, agosto 28, 2006

Aprendi com a primavera

a deixar-me cortar

e voltar sempre inteira.

poema de, Cecília Meireles

sexta-feira, agosto 25, 2006

John Cale & Lou Reed





Style It Takes
You've got the money, I've got the time

you want your freedom, make your freedom mine
'Cause I've got the style it takesand money is all that it takes
You've got connections, I've got the art
you like attention and I like your looks
And I have the style it takes
and you know the people it takes
Why don't you sit right over there
we'll do a movie portrait
I'll turn the camera on
And I won't even be there
a portrait that moves, you look great I think
I'll put the Empire State Building on your wall
for 24 hours glowing on your wall
Watch the sun rise above it in your room
wallpaper art, a great view
I've got a Brillo box and I say it's art
it's the same one you can buy at any supermarket
'Cause I've got the style it takes
and you've got the people it takes
This is a rock group called The Velvet Underground
I show movies on them, do you like their sound
'Cause they have a style that grates
and I have art to make
Let's do a movie here next week
We don't have sound but you're so great
you don't have to speak
You've got the style it takes, kiss
you've got the style it takes, eat
You've got the style it takes, couch
you've got the style it takes, kiss

quinta-feira, agosto 24, 2006

:-))


.....
(música de: alan parsons project)
Kissessssssss,
fatima


quarta-feira, agosto 23, 2006

(art ilusions)
Olá!
Voltei!
Porque,
como já disse hoje a alguém,
acho patetice nossa
permanecermos ausentes
dos lugares
onde nos sentimos bem.
Beijos.
Espero-vos bem.
fatima
(música dos: Era)

quinta-feira, agosto 10, 2006

(art ilusions)

Meu blog e eu,

vamos para:

-- Intervalo.

Não, não vou de férias.

Nem cansei daqui.

E este sol tão acalorado ainda não me torrou a totalidade dos neurónios.

Apetece-me apenas,

descer da montanha

e ficar por um pouco

a olhá-la

lá em baixo, do sopé.

Um beijo, a cada dia renovado..

fatima

long goodbyes

(Camel)



Queria escrever e me aliviar.

Mas não podemos escrever tudo. Falar tudo. Dizer tudo.

As palavras são gestos soletrados.

E há os que são violentos e que ferem.

E há os que são feios e machucam.

E há os que não são nada disso, mas, alguém em algum lugar não os aprecia e, entristece….

Há momentos em que temos que…calar. Ou falar muito baixinho, só para nós próprios.

Claro, podemos também ir até ao penhasco mais alto e mais próximo e gritar gritar gritar, o que não conseguimos calar em nós e sabemos não podemos deixar outros ouvirem.

Mas nem nos penhascos mais altos nós estamos sozinhos.

E, som de nossa voz pode ferir órgãos auditivos tão sensíveis que nós nem imaginamos: das formigas, por exemplo, ou lagartixas ou bichos de conta…

Pois, é melhor ter cuidado muito cuidado, e, às vezes (tantasssssssssss), apenas calar.




fatima

terça-feira, agosto 08, 2006

Post para os fãs do Doctor House e para os amantes da música de Wim Mertens.
(para os outros, restam beijos meus...)
(ah!, e smiles meus tb)
(além do sol lá fora, claro)
(e da m.... da guerra)
(e do raio dos incêndios)
(e da estupidez e ganância dos que mandam no mundo)
(e da fome de tantos)
Esqueçam-me, eu descambo fácil demais, quem me conhece já sabe.
Fiquem bem, cuidem-se muito, amem amem amem, curtem a música que gostam, gozem o que de bom e bonito ainda vai restando, não adiem os momentos de prazer, hoje é que conta, o amanhã... pode ser longe demais.
(desculpem, saiu assim)

fatima


segunda-feira, agosto 07, 2006


Os segundos passam rápido e multiplicam-se tão fácil.

E transformam-se em minutos que, serão as horas e os dias que nós deixarmos.

E, temos tanto que fazer e dispersamo-nos em tanta coisa que, nesses segundos horas e dias instala-se o vazio.

E, é assim que as distâncias acontecem.

E, é assim que os fossos entre nós e nossos entes queridos principiam.

Não há tempo. Não há disposição. Não há disponibilidade psicológica. Estamos em baixo. Estamos doentes. Estamos amuados. Agora não. Daqui a pouco. Hoje não é possível. Amanhã talvez.. Oh, fica para a semana.

Já aconteceu comigo, há muito, muito tempo atrás, e tenho medo, muito medo que aconteça uma outra vez.

Ficam para sempre: a incomunicabilidade e uma certa reserva na partilha de intimidades.

Em mim nunca mais se resolveu essa distância que magoa minha mãe e oprime tanto a mim.

Nem o amor, o respeito, a admiração, o amor outra vez, a adoração, tudo junto, ganham a luta que eu faço para travar com esse vazio, com esse poço fundo e escuro.

Tantas as lutam, que se ganham, com esforço, cuidados, dedicação.

Mas há algumas que não.

Esta é uma dessas.



fatima

sexta-feira, agosto 04, 2006

bom fim de semanaaaaaaaaaaaaaa


O meu porto de abrigo está lá para mim.
Eu sei. Eu sei. Eu sei.
E também sei que:
O meu coração ( e o resto de mim tb...)
precisa e quer ... hummm ... atracar.
Mas os mares andam revoltos.
E,
a bússola, eu perdi.
E,
nas estrelas eu não consigo me orientar.
Não te peço muito.
Apenas:
--acende a luz do farol
para mim.
fatima
PS: -- Obrigada.
;-)
Tindersticks -- travelling light


quinta-feira, agosto 03, 2006

como eu. só que não sou boa no "registo mágico". vou tentando...

Onde quer que esteja
Onde quer que esteja, em qualquer lugar
na Terra, escondo dos outros a certeza de
que n ã o s o u d a q u i.
Como se tivesse sido enviado para absorver
o máximo das cores, sons, cheiros, sabores,
provar de tudo o que é
reservado ao Homem, converter o vivido
num registo mágico e levá-lo para lá, de onde
parti.
poema de, Czeslaw Milosz
em, Alguns gostam de poesia

Seventh heaven

(música, de David Lowe)

quarta-feira, agosto 02, 2006

para o Aurélio, pai do Tiago

As crianças que eu gosto são todas:
As minhas as dos outros e as de ninguém.
Tu e eu sabemos:
De onde vimos, quem somos, que estamos aqui a fazer, para onde vamos.

Elas não, não sabem. Ainda.
E não sabem outras coisas:
Porque faz frio, tanto, agora, de repente.
Que o rio vai encher e inundar, este lugar.
Que além, está-se melhor, há mais sombra e frutos bons que caiem das árvores.
Que aquele animal, lá longe, é giro, fofo, apetece brincar, mas, morde fundo e feio!!
Que aquelas ondas nos sabem bem e nos refrescam a pele mas também nos levam embrulham e afundam..
Que a noite quando chega não vem para ficar e não traz monstros feios e maus com ela.
Que a água que corre límpida e fresca mata a sede.
Que os frutos, os vegetais e a carne dosanimais e dos peixes, matam a fome.
Que, quando se fecha os olhos e fica quieto e calado isso é dormir.
E que isso acontece para se voltar a viver com forças, energias, e vontades redobradas depois quando se abre os olhos novamente e acorda.
…………………………………………………………………………………………….
…………………………………………………………………………………………….
Mas nós sabemos todas essas coisas.
E sabemos mais.
Sabemos que elas, as crianças, vieram por meio de nós.
Que são os nossos filhos e serão os homens de amanhã.
Estão aqui a viver vida delas assim como nós estamos viver a nossa.
E vão para o futuro, se nós deixarmos e principalmente se nós as ajudarmos.
E isso nós não podemos fazer em um único dia do ano!
No dia 1 de Junho nós até podemos lhes fazer uma festa, lhe dar mais uns carinhos ou lhes comprar um balão.
Com isso nós lhes roubaremos uns sorrisos e uns brilhos no olhar, extras.
Mas o que é importante mesmo, é não lhes falharmos, não lhes faltarmos, nunca.
Em dia nenhum do ano.

fatima
(escrito dia 1 junho 2006)

terça-feira, agosto 01, 2006

nós

Ao invés de arrumar uma casa,

arrume uma pessoa.

More no coração dela.

de, Yoko Onno

segunda-feira, julho 31, 2006

é mesmo tudo temporário ... anyway

Edie Brickell, Circle




Me, I'm a part of your circle of friends

and we notice you don't come around

Me, I think it all depends

on you touching ground with us.

But, I quit. I give up.

Nothing's good enough for anybody else

it seems.

And I quit. I give up.

Nothing's good enough for anybody else

it seems.



And being alone

is the best way to be.

When I'm by myself it's

the best way to be.

When I'm all alone it's

the best way to be.

When I'm by myself

nobody else can say goodbye.


Everything is temporary anyway.

When the streets are wet --

the color slip into the sky.

But I don't know why that means you and I are

- that means you and....
I quit -- I give up.

Nothin's good enough for anybody else it seems.

But I quit. I give up.

Nothing's good enough for anybody else it seems.



And being alone

is the best way to be.

When I'm by myself it's

the best way to be.

When I'm all alone it's

the best way to be.

When I'm by myself

nobody else can say...


Me, I'm a part of your circle of friends

and we notice you don't come around


Halalalalalala

Amanhã é um dia novo!

- digo eu a mim quando vou deitar.

Vem embrulhado em papel de névoa,

virá bonito ou me desencantar?

fatima

quinta-feira, julho 27, 2006

bom final de semanaaaaaaaaaaaaaaa


E eu desertei, evadi-me, fugi.
Mas onde cheguei: estava tudo lá.


(-- não saí, afinal, daqui)

Por onde andei, deambulei, peregrinei?

--Lugares inventados, sonhados,

em mim.


Oh!

(--Tento outra vez!)

…. …



to be continued, se chegar a algum lugar.
:-)

fatima

...........................................................



Violino

(música)


keane

Encantamento
há uma palavra mágica que se diz. essa palavra
é sempre diferente. montanha, precipício, brilho.
essa palavra pode ser um olhar. a voz. um olhar.
essa palavra pode ser o espaço de silêncio onde
não se disse uma palavra. brilho, , montanha.
essa palavra pode ser uma palavra, qualquer palavra.
há uma palavra mágica que se diz. há um momento.
depois dessa palavra, só depois dessa palavra,
pode começar o amor.
Poema de, José luis Peixoto
em, A Casa, a Escuridão

quarta-feira, julho 26, 2006

Eu iria te resgatar até no fim do mundo
Se te soubesse lá e com vontade de voltares
fatima


terça-feira, julho 25, 2006

Nos nossos blogues nós dizemos o que pensamos e mostramos o que sentimos???

Então entendam que, eu quase só penso nela e que quase só sinto: amor por ela.

Essa é a razão deste post: ela é super hiper mega fã de O senhor dos Anéis!



fatima


não sei escolher palavras tão bonitas, mas é o que eu tento sempre te dizer, amor:




Dorme, meu amor





Dorme, meu amor, que o mundo já viu morrer mais
este dia e eu estou aqui, de guarda aos pesadelos.
Fecha os olhos agora e sossega ― o pior já passou
há muito tempo; e o vento amaciou; e a minha mão
desvia os passos do medo. Dorme, meu amor ―

a morte está deitada sob o lençol da terra onde nasceste
e pode levantar-se como um pássaro assim que
adormeceres. mas nada temas; as suas asas de sombra
não hão-de derrubar-me ― eu já morri muitas vezes
e é ainda da vida que tenho mais medo. Fecha os olhos

agora e sossega ― a porta está trancada; e os fantasmas
da casa que o jardim devorou andam perdidos
nas brumas que lancei no caminho. Por isso, dorme,

meu amor, larga a tristeza à porta do meu corpo e
nada temas: eu já ouvi o silêncio, já vi a escuridão, já
olhei a morte debruçada nos espelhos e estou aqui,
de guarda aos pesadelos ― a noite é um poema
que conheço de cor e vou contar-to até adormeceres.

Poema de,
Maria do Rosário Pedreira

segunda-feira, julho 24, 2006

sexta-feira, julho 21, 2006

Dime cuál es el puente que separa
tu vida de la mía,
en qué hora negra, en qué ciudad lluviosa,
en qué mundo sin luz está ese puente
y yo lo cruzaré.
Poema de, Amalia Bautista
................
(Tinderstiks)
-- Um poema que apeteceu e uma música que eu adoro.
Deixo beijos meus, para todos.
fatima

quinta-feira, julho 20, 2006

Hooverphonic, Eden

Queria escrever algo em meu blog, mas a inspiração anda arredia de mim...Por isso, post de hoje é um texto que já escrevi há alguns meses...


Se me perguntarem por algo que eu gostasse muito, eu responderia : que as fadas existissem.
Perdi já tanto, e na verdade nada disso eu quero de volta.
Nem amores longínquos, nem crenças nem fé , nem bens materiais, nem sequer a pessoa que eu já fui.
Esvaziei, sim.
Mas não voltaria a me preencher com mesmas coisas de antes.
Gostaria sim, de um reino encantado e alegre e bonito onde eu pudesse ir rir e brincar e brincar, de vez em quando.
Gostaria sim, de seres minúsculos e brilhantes e gentis que me falassem ao ouvido coisas que eu não sei, que eu não conheço, que eu nunca vi nem ouvi.
Gostaria sim, me deixar encantar encantar encantar.
Encantar é das palavras mais bonitas que eu sei.
É um gostar extasiado deslumbrado subjugado.
Não nos acontece muito hoje em dia, pois não?
Mesmo quando gostamos muito de algo ou alguém, somos sempre demasiado cuidadosos cautelosos, procuramos sempre e de imediato os defeitos e imperfeições.
Em seguida olhamos para o lado, para os que nos acompanham, para desvendarmos em seus rostos e seus gestos, suas opiniões e impressões.
Encantamento, em vias de extinção.
Mais grave que as baleias brancas e os insectos da floresta Amazónia.
A natureza das coisas é nascer viver morrer.
E evoluir e se renovar e ser ultrapassado por..
A nossa natureza é que está a mudar demasiado depressa e a meu contragosto.
Talvez pela mesma razão que alguns insectos da Amazónia estão em vias de extinção: a evolução passa por aí, pela perda de algo que não resiste nem sobrevive às consequências da ambição desmedida do ser humano
Prevalece o mais forte o mais valente o mais resistente o mais adaptado.
Não vivemos, sobrevivemos: não há espaço para encantamentos.
Quando me perguntam por algo que eu queria muito eu respondo: "sobreviver ao caos" e conseguir continuar cuidar de minha filha.
As fadas são minúsculas, dizem são divindades antigas que foram perdendo poderes e diminuindo de tamanho, ao mesmo tempo.
Elas fugiram dos quartos das crianças onde viviam antes e refugiaram-se em lugares secretos.
Existe uma aldeia de fadas nos cabelos de minha filha.
fatima

terça-feira, julho 18, 2006

Post para todos os pais, em especial, para um super apaixonado que eu conheço ;-)


Depois, uma mulher que trazia ao colo uma criança, disse: Fala-nos das crianças.
E ele respondeu:
Os vossos filhos não são vossos filhos.
São os filhos e filhas da nostalgia da vida por si mesma.
Eles vêm por meio de vós mas não de vós, e, apesar de estarem convosco, não vos pertencem.

Podeis dar-lhes o vosso amor, mas não as vossas ideias, pois eles possuem as suas próprias ideias.

Podeis abrigar os seus corpos mas não as suas almas, pois as suas almas habitam nas moradas do amanhã que nem nos vossos sonhos podeis visitar.~

Podeis esforçar-vos para vos tornardes como eles, mas não procureis torná-los como vós. Pois a vida não vive no passado nem no ontem se detém.

Vós sois os arcos de onde, como flechas vivas, os vossos filhos serão lançados.

O arqueiro vê a presa no percurso do infinito e dispara com toda a força para que as suas flechas partam ligeiras e cheguem longe.

Que a vossa inflexão na mão do arqueiro se destine à alegria; pois tal como ele ama a flecha que voa, também ama o arco que é estável.

de, Kahlil Gibran

em, O Profeta

segunda-feira, julho 17, 2006

Bom dia.

Se tens uma maçã e eu tenho outra
e as trocamos,
então cada um terá a sua maçã.
Mas se tens uma idéia e eu tenho outra,
e as trocamos,
então cada um terá duas ideias
George Bernard Shaw


sexta-feira, julho 14, 2006

Para vocês:

Uma flor bonita
porque nos enfeita
a vida
e:
(Cranberries)
uma música calma
porque
"por dentro"
precisamos
de ainda mais cuidados...
fatima

quinta-feira, julho 13, 2006

quarta-feira, julho 12, 2006

(este post não tem imagem porque aqui só
"caberia" uma foto do meu amor:
a minha filha querida,
querida, querida,
QUERIDA!!!)
..............

SILOGISMOS
A minha filha perguntou-me
o que era para a vida inteira
e eu disse-lhe que era para sempre.
Naturalmente, menti,
mas também os conceitos de infinito
são diferentes: é que ela perguntou depois
o que era para sempre
e eu não podia falar-lhe em universos
paralelos, em conjunções e disjunções
de espaço e tempo,nem sequer em morte.
A vida inteira é até morrer,
mas eu sabia ser inevitável a questão
seguinte: o que é morrer?
Por isso respondi que para sempre
era assim largo, abri muito os braços,
distraí-a com o jogo que ficara a meio.
(No fim do jogo todo,
disse-me que amanhã
queria estar comigo para a vida inteira)
Poema de, Ana Luísa Amaral
em, Poesia dos anos 90 e Agora

Rien n`est beau que le vraiiiiiiiiiii.
Jean-Paul Sartre

segunda-feira, julho 10, 2006

Quando me zango (admito que é palavra um pouco forte)
com alguém,
gosto de os olhar:

"Quanto melhor conheço o homem, mais gosto do meu cão",

é frase batida e estafada

mas não é de maneira nenhuma uma de minhas verdades.


Uso apenas as emoções que estas imagens, e outras como estas,

me provocam,

para amenizar

e quem sabe curar?

aquelas dor(zitas)

que os outros,

os bípedes racionais,

(vocês sabem!)



me vão causando,

de quando em vez...

Hummm,

são lindos!, queridos!, amorosos!, fofinhos!!

não acham??

;-)

fátima

:-))

Boa semanaaaaaaaaa (de, trabalho).

O trabalho poupa-nos de três grandes males: tédio, vício e necessidade.

Voltaire

sexta-feira, julho 07, 2006

Músicas que eu gosto muito muito muitoooooo

o poema de minha vida, parte II

(...)

Não é com ilhas do fim do mundo,
Nem com palmares de sonho ou não,
Que cura a alma do seu mal profundo,
Que o bem nos entra no coração.
É em nós que é tudo. É ali, ali,
Que a vida é jovem e o amor sorri.
Poema de, Fernando Pessoa

o poema de minha vida, parte I

Não sei se é sonho se realidade,
Se uma mistura de sonho e vida,
Aquela terra de suavidade
Que na ilha extrema do sul se olvida.
É a que ansiamos. Ali, ali,
A vida é jovem e o amor sorri.
Talvez palmares inexistentes,
Áleas longínquas sem poder ser,
Sombra ou sossego dêem aos crentes
De que essa terra se pode Ter
Felizes, nós? Ah, talvez, talvez,
Naquela terra, daquela vez.
Mas já sonhada se desvirtua,
Só de pensá-la cansou pensar,
Sob os palmares, à luz da lua,
Sente-se o frio de haver luar.
Ah, nesta terra também, também
O mal não cessa, não dura o bem.
(...)
continua próximo post

quinta-feira, julho 06, 2006

:-)

-- Vamos dormir?
(um sorriso)
Boa noite.
(um beijo)

Pintura de, Xulia Barros

quarta-feira, julho 05, 2006

Não somos os primeiros do mundo no futebol, mas temos mesmo assim muitos motivos para NOS GOSTARMOSSSSSSSSSS.


Nocturno

descobrir amar os outros
reconciliou-me comigo mesmo

estou fascinado pela beleza do mundo
que cor dou ao ar que sabor à água
as pequenas coisas todas as pessoas
o teu nome sobre mim inscrito
o encantamento mais profundo
vive longe no canto secreto da vida
é preciso descobri-lo lentamente
deixá-lo sair transportá-lo ao colo
como o que é frágil um tesouro
todos os momentos quando bem vistos
têm tudo ou quase tudo até a solução
do que podemos sentir para ser feliz

deixa-me sentar-te ao teu lado
mesmo que não aconteça nada
isso já é muito um começo
o gosto de acreditar no outro
há pedaços que só colam assim

memórias que crescem então
como ramos de árvores talvez
sabes as noites que passamos em claro
depois de não saber o que fazer aos dias
têm iluminadas as estrelas
lembras-te quando te ensinaram constelações
era verão com toda a certeza
e perto de ti uma voz mais velha
segura terna plena de afecto
dizia começa ali a cassiopeia
que cabia toda na palma da mão

se souberes onde está Vénus
a estrela que dizem de todo o amor
não te perdes nunca
no entendimento do céu nocturno

Poema de, Pedro Strecht
em, 1979 e outros poemas

segunda-feira, julho 03, 2006


Ante o frio,
faz com o coração
o contrário do que
fazes com o corpo:
despe-o.
quanto mais nu
mais ele encontrará
o único agasalho possivel
-- um outro coração.
Poema de, Mia Couto
em, Chuva Pasmada
foto de, Benjamin (Texas)

domingo, julho 02, 2006

músicas que eu gosto

eu: bla bla bla bla

Gostei de ver a selecção portuguesa de futebol ganhar.


Acho que os jogadores estão de parabéns, o treinador está de parabéns, a equipa toda está de parabéns. Acho que o Ricardo esteve excepcional na baliza e que merece ser reconhecido por isso.


E pronto. Depois de uns minutos dispensados a um jogo da bola eu volto às coisas que realmente gosto.


Ok, ok, da mesma maneira que eu gosto de ouvir música, outras pessoas gostam de ver jogos de futebol. Até aí eu entendo. Já não entendo a quase obsessão nem a euforia desmesurada. Me desculpem.


Um amigo argumentava comigo e me dizia que há 5 anos atrás as pessoas não sentiam tanto orgulho por serem portuguesas, não se gostavam tanto, não saíam de casa vestindo camisolas estampadas com as cores de nosso país, bla bla bla….


Pois. Por causa do euro 2004 e por causa do mundial 2006??


Eu, honestamente, há 5 anos atrás sentia-me bem mais feliz por viver neste rectângulo ensolarado.


Os outros não sei, mas a mim, há 5 anos atrás, a vida era-me mais fácil, e eu vivia melhor.


Estaria sim orgulhosa de meu país se o nível de vida melhorasse para a grande maioria.


E na verdade os meus heróis são as pessoas que de noite estão a cozer o pão que eu vou comer quando acordar. São os homens que arranjam nossas estradas faça sol, chuva, muito frio ou muito calor. São os médicos que cuidam de minha filha quando eu a levo ao hospital. Etc. Etc. Etc

Claro, eles fazem o trabalho deles e são recompensados monetariamente por isso. Tal e qual como os jogares da bola. Acontece que a recompensa monetária de uns e outros é incomparável, e isso em minha opinião é injusto. E claro que os jogadores de futebol têm outras recompensas além das monetárias que eu também acho que não se justificam. Outras, a outras pessoas, fariam muito mais sentido…


É só a minha opinião.


É muito bom olhar pessoas felizes.

Se os meus vizinhos não estivessem felizes hoje, seriam outros, numa ilha mais distante, os alegres e contentes… Por isso…


Quanto ao nacionalismo: eu compro maçãs portuguesas e nunca espanholas. Pela razão egoísta de querer ajudar os mais próximos.


Mas, quem dera a mim Afonso Henriques nunca se tivesse zangado com a mãe…



Este é o meu blog e eu escrevo o que me apetece. Não tenho que agradar. Meu bem maior, é minha liberdade.


Não sou carneiro no rebanho por orgulho parolo mas apenas porque o rebanho não procura os pastos que eu mais gosto…


Cuidem-se muito e bem
.






fatima


sábado, julho 01, 2006

Bom fim de semana...

Mew, Comforting Sounds

I don’t feel alright

in spite of these comforting sounds you make.

I don’t feel alright
because you make promises that you break.
Into your house,

why don’t we share our solitude?
Nothing is pure anymore but solitude.

It’s hard to make sense,

feels as if I’m sensing you through a lens.
If someone else comes,

I’ll just sit here listening to the drums.

Previously I never called it solitude.

And probably you know all the dirty shows I’ve put on.

Blunted and exhausted like anyone.

Honestly I tried to avoid it. Honestly.

Back when we were kids, we would always know when to stop.

And now all the good kids are messing up.

Nobody has gained or accomplished anything.
Sábado.
Eu.
:(