quarta-feira, janeiro 30, 2008
terça-feira, janeiro 29, 2008
vida:varios bilioes de celulas sendo nós, por algum tempo
Hoje faço anos.
Salvo raras excepções, estamos todos bem treinados.
….
….
Queimei uns neurónios, não há mt a dizer.
Já tenho 37 anos. A sensação que me acompanha sempre que, de noite, deito na almofada é a de ter acabado de nascer.
Não tem sido sempre assim, confesso.
Houve outras alturas de minha vida em que me sentia mais madura, mais experiente, mais sábia.
Houve dias, muitos muitos muitos, em que as certezas eram muitas e as duvidas não eram tantas. E as perguntas não aconteciam tanto ou, tinham resposta…
E eu não me ESPANTAVA tanto!
Talvez eu fosse uma alienada, talvez me deixasse ocupar demasiado com as trivialidades da vida.
Não sei, mas sei que era mais sossegada e tranquila, menos, muito menos, atormentada.
-flor preferida? jeros, AINDA;
-animais preferidos: cães, gatos, caracóis, borboletas, ursos, galinhas, ovelhinhas, cabritinhos, pássaros todos, peixes coloridos. AINDA.
-defeitos: amuada, gulosa, mimada, desorganizada, mimada, gulosa, desorganizada, amuada, desorganizada, gulosa, mimada…, AINDA!
-qualidade: mesmas de cima :)
-lema de vida? Não fazer aos outros o que não gosto que façam a mim, mesmo que esses outros o façam mesmo.
Ufa!!,37 anos, uma grande regressão a nível mental, mas de importante mesmo não mudou nada!
E decido portanto que outras coisas de que falava: a maturidade, experiencia, sapiência, são mesmo pouco importantes!!
Não tenho grande amor à vida, por isso seria hipócrita se viesse para aqui falar de saudades do passado e de esperanças para o futuro.
Tenho um grande grande grande GRANDEEEEEEEEEEEEEE AMOR sim, por algumas pessoas e é por elas e para elas que eu dou ordem a minhas células para que elas SEJAM. Pq viver é apenas isso: nossas células sendo…
Até um dia destes, se minhas células assim o quiserem.
fatima
sexta-feira, janeiro 18, 2008
quinta-feira, janeiro 17, 2008
sem comentários meus...
No inicio,
já havia tudo.
Mas Deus era cego
e, perante tudo,
Poema de Mia Couto
em:
idades
cidades
divindades
segunda-feira, janeiro 14, 2008
talking about.. interesting things
Já estive quase quase a desistir.
Algumas das vezes era força de vontade minha. Outras eram a desilusão e o cansaço que me impeliam…
Mas sentia-me, sei lá, como que amputada de uma qq parte de meu corpo.
Viver por amor. É do que falo.
Cada um de nós tem as suas necessidades mais prementes. A minha é o amor.
E a busca por ele, talvez seja o sentido de minha vida.
O bem estar e, os prazeres… Confortam-me e, dão-me alegria, mas não me fazem feliz.
Um beijo de amor e um xi-coração apertado, é o supra sumo da felicidade. A minha felicidade.
E sou feliz muitas vezes, admito. Todos os dias, várias vezes por dia, sempre que minha filha se chega a mim…
Mas somos uns incontornáveis insatisfeitos!, penso.
E penso tb que é assim que temos de ser, pq é essa insatisfação que nos leva a ir mais além.
Concluindo:
Pq raio (desculpem a expressão) está sempre em “lá além” aquilo que nos importa mais????
Droga de vida!
Beijossssssss
fatima
terça-feira, janeiro 01, 2008
2008
terça-feira, dezembro 11, 2007
sexta-feira, dezembro 07, 2007
quarta-feira, dezembro 05, 2007
terça-feira, dezembro 04, 2007

sexta-feira, novembro 30, 2007
quarta-feira, novembro 28, 2007
a nossa morte é o nada de tudo
Os astros, a Terra, esta sala, são uma realidade, existem, mas é através de mim que se instalam em vida: a minha morte é o nada de tudo.
Como é possivel? Conheço-me o deus que recriou o mundo, o transformou, mora-me a infinidade de quantos sonhos, ideias, memórias, realizei em mim um prodígio de invenções, descobertas, que só eu sei, recriei à minha imagem tanta coisa bela e inverosímel.
De vergílio ferreira
Em aparição
segunda-feira, novembro 19, 2007
amor/familia
Quero dizer, não acredito que o sangue que corre nas nossas veias carregue com ele o amor que sentimos por outros.
Não amo a minha filha pq ela nasceu de mim.
Não adoro as minhas irmãs pq elas partilharam o mesmo berço que eu durante 9 meses (aqueles que eu desconfio que são os melhores de nossa vida).
Não sei como é com os outros, mas eu estou certa de que o meu coraçao é completamente livre das amarras com que os genes familiares costumam nos enredar...
Não gosto menos, nao sinto menos amor, por isso.
Muito pelo contrário!, penso!
Sou completamente apaixonada pela minha filha, pelo jeito dela, a alegria que é tão raro ela deixar que esmoreça, a meiguice dela que é infinita e nunca mais acaba, a imaginação, o sentido de humor, a lealdade, a sinceridade, a coerência, retidão, responsabilidade, ambição qb, desinteresse...
Os meus amores, não quero saber se são meus familiares!
Nem me incomodava sequer saber que me tinham trocado de filha na maternidade, por ex!
E minhas irmãs, conheço-as tão bem!
Sei quase tudo delas e é aí que o amor está. Nesse conhecimento e tb nas vivências que partilhamos e que nos fizeram ser o que somos hoje.
Um pouco do que eu sou, chama-se kelita e leninha, pq elas estavam LÁ e por AQUI ficaram...
É importante, a historia genética, eu sei. Mas por outras razões que nao as afectivas.
Mais uma vez, não falo por outros, mas apenas por mim mesma.
O meu amor, é real e é verdade, e é devido,unicamente, aquilo que tu és e aquilo que tu me dás e aquilo que eu sou por causa de ti.
fatima
quinta-feira, novembro 15, 2007

Era uma vez uma mulher que tão depressa era feia era bonita, as pessoas diziam-lhe:
- Eu amo-te.
E iam com ela para a cama e para a mesa.
Quando era feia, as mesmas pessoas diziam-lhe:
- Não gosto de ti.
E atiravam-lhe com caroços de azeitona à cabeça.
A mulher pediu a Deus:
- Faz-me bonita ou feia de uma vez por todas e para
sempre.
Então Deus fê-la feia.
A mulher chorou muito porque estava sempre a apanhar
com caroços de azeitona e a ouvir coisas feias. Só os animais
gostavam sempre dela, tanto quando era bonita como quando
era feia como agora que era sempre feia. Mas o amor dos animais
não lhe chegava. Por isso deitou-se a um poço. No poço,
estava um peixe que comeu a mulher de um trago só, sem a
mastigar.
Logo a seguir, passou pelo poço o criado do rei, que
pescou o peixe.
Na cozinha do palácio, as criadas, a arranjarem o peixe,
descobriram a mulher dentro do peixe. Como o peixe comeu a
mulher mal a mulher se matou e o criado pescou o peixe mal o
peixe comeu a mulher e as criadas abriram o peixe mal o peixe
foi pescado pelo criado, a mulher não morreu e o peixe
morreu.
As criadas e o rei eram muito bonitos. E a mulher ali era
tão feia que não era feia. Por isso, quando as criadas foram
chamar o rei e o rei entrou na cozinha e viu a mulher, o rei
apaixonou-se pela mulher.
- Será uma sereia ? – perguntaram em coro as criadas ao
rei.
- Não, não é uma sereia porque tem duas pernas, muito
tortas, uma mais curta do que a outra – respondeu o rei às
criadas.
E o rei convidou a mulher para jantar.
Ao jantar, o rei e a mulher comeram o peixe. O rei disse à
mulher quando as criadas se foram embora:
- Eu amo-te.
Quando o rei disse isto, sorriu à mulher e atirou-lhe com
uma azeitona inteira à cabeça. A mulher apanhou a azeitona e
comeu-a. Mas, antes de comer a azeitona, a mulher disse ao rei:
- Eu amo-te.
Depois comeu a azeitona. E casaram-se logo a seguir no
tapete de Arraiolos da casa de jantar.
terça-feira, novembro 13, 2007
vazia mas...

Venho aqui mt pouco por falta de tempo.
sábado, novembro 10, 2007
"com as raizes": podem ser .... os meus amuos
sábado, novembro 03, 2007
sexta-feira, outubro 05, 2007
Somos tão diferentes e estamos tão distantes.
Tu e eu…
Tu e eu,
Kilometros afazeres e outras pessoas, tantos/as, entre nós.
E não apenas isso, eu sei.
Tu, do lado do sol.
Eu, fico com a lua.
(Se quiseres ao contrário, tudo bem, eu não me importo)
E de vez em quando cruzamos os olhares,
na direcção da mesma estrela
na mesma altura do dia
e somos então um bocadinho um do outro, eu penso.
Se pensar errado, não faz mal.
Há muito tempo que vivo mais das verdades que vivem em mim do que das realidades que são em redor de mim…
Tu,
beijos e um xi-coraçao e saudades.
fatima









