quarta-feira, fevereiro 27, 2008

post para o meu namorado

Borboletas na barriga...

acontecem-me ainda:



-Sempre que te espero.

-Pq sei que tu vens.



Pesos no estômago

nós na garganta,

esses ficaram lá atrás

no tempo das esperas ansiosas

e tantas vezes inúteis.


As minhas emoções continuam

Exaltadas

um tanto Precipitadas

um pouco Violentas.


MAS,

agora eu tenho-te a ti

e o que mudou em mim

mudou para melhor!



Obrigada, por tanto e tanto, mas principalmente por isso!

Beijos de amor,


fatima




terça-feira, fevereiro 26, 2008



Clima-X

Quando, agonizantes, gozamos,

transcendemos

essa história de ser mulher
ou ser marido:

É como se você fosse terra
e eu tivesse chovido.



Poema de Aldir Blanc





sexta-feira, fevereiro 22, 2008

post para a minha filha, querida querida querida

(imagem: you are always on my mind)



Só tu...

Tu olhas-me com confiança

e pões ordem no meu mundo!

fatima





terça-feira, fevereiro 19, 2008






Sei dizer quase tudo
menos o bem
quando o sinto cá dentro.



fatima





Ensinamento

Minha mãe achava estudo

a coisa mais fina do mundo.

Não é.

A coisa mais fina do mundo é o sentimento.

Aquele dia de noite, o pai fazendo serão,

ela falou comigo:

"Coitado, até essa hora no serviço pesado".

Arrumou pão e café, deixou tacho no fogo com água quente,

Não me falou em amor.

Essa palavra de luxo.

Poema de Adélia Prado

sexta-feira, fevereiro 15, 2008



...Tu me bebes
e eu me converto na tua sede.
Meus lábios mordem,
meus dentes beijam,
minha pele te veste
e ficas ainda mais despida.

Pudesse eu ser tu
e em tua saudade ser a minha própria espera.
Mas eu deito-me no teu leito
quando apenas queria dormir em ti.
E sonho-te
quando ansiava ser um sonho teu.
E levito, voo de semente,
para em mim mesmo te plantar
menos que flor:
simples perfume,
lembrança de pétala
sem chão onde tombar.
Teus olhos inundando os meus
e a minha vida, já sem leito,
vai galgando margens
até tudo ser mar.

Esse mar que só há depois do mar.

Poema de Mia Couto




segunda-feira, fevereiro 11, 2008





Mudar (-me), não posso não quero nem devo!,


mas,

o resto,


farei de tudo!!



:)

fatima







quinta-feira, fevereiro 07, 2008

bom diaaaaaaaaaaaaa


Aceita o universo
Como to deram os deuses.
Se os deuses te quisessem dar outro
Ter-to-iam dado.

Se há outras matérias e outros mundos --
Haja.

Fernando Pessoa









quarta-feira, janeiro 30, 2008

terça-feira, janeiro 29, 2008

vida:varios bilioes de celulas sendo nós, por algum tempo

Ei.(Quero dizer, olá a todos)


Hoje faço anos.
Na verdade acho patetice este comentário meu, afinal todos os dias “fazemos” dias, semanas, meses…
Acontece que nos lembrou de comemorar o aniversario, e apesar de não achar a comemoração de mt interesse tb não tenho nada contra.

Eu penso mesmo que esta mania que temos de dividir o tempo em horas dias semanas meses etc etc é mais uma tentativa parola de o tentar controlar… mas pronto, confesso que a utilidade é mais que muita e não serve apenas de pretexto para inventarmos umas datas que usamos, tipo fatiota apertada, para parecermos, ainda mais… civilizados (não me ocorria a palavra certa pq apenas me lembrava de :pessoazinhas amestradas…) (Estranho, o corrector não reconhece o diminutivo de pessoas. Caramba, mas reconhece a palavra coelhinhos, cãezinhos…).

Bem, já me estou a perder.
Estava apenas a relembrar-me que no natal nós somos todos muiiiiiiiiito bonzinhos, no carnaval estamos todos bué de divertidos, na pascoa fazemos umas festitas familiares ou vamos passear um cadito até à serra ou à praia, nos nossos aniversários oferecemos bolo e apagamos velas, e por aí a fora….

Salvo raras excepções, estamos todos bem treinados.

Dito isto, vou falar de mim.

….

….

Queimei uns neurónios, não há mt a dizer.

Já tenho 37 anos. A sensação que me acompanha sempre que, de noite, deito na almofada é a de ter acabado de nascer.

Não tem sido sempre assim, confesso.

Houve outras alturas de minha vida em que me sentia mais madura, mais experiente, mais sábia.

Houve dias, muitos muitos muitos, em que as certezas eram muitas e as duvidas não eram tantas. E as perguntas não aconteciam tanto ou, tinham resposta…

E eu não me ESPANTAVA tanto!

Talvez eu fosse uma alienada, talvez me deixasse ocupar demasiado com as trivialidades da vida.

Não sei, mas sei que era mais sossegada e tranquila, menos, muito menos, atormentada.

Depois pergunto a mim mesma:

-flor preferida? jeros, AINDA;

-animais preferidos: cães, gatos, caracóis, borboletas, ursos, galinhas, ovelhinhas, cabritinhos, pássaros todos, peixes coloridos. AINDA.

-defeitos: amuada, gulosa, mimada, desorganizada, mimada, gulosa, desorganizada, amuada, desorganizada, gulosa, mimada…, AINDA!

-qualidade: mesmas de cima :)
-musicas que gosto mais: todas dos barclay, alan parsons, jon&vangelis, AINDA.

-lema de vida? Não fazer aos outros o que não gosto que façam a mim, mesmo que esses outros o façam mesmo.

Ufa!!,37 anos, uma grande regressão a nível mental, mas de importante mesmo não mudou nada!

E decido portanto que outras coisas de que falava: a maturidade, experiencia, sapiência, são mesmo pouco importantes!!


Não tenho grande amor à vida, por isso seria hipócrita se viesse para aqui falar de saudades do passado e de esperanças para o futuro.

Tenho um grande grande grande GRANDEEEEEEEEEEEEEE AMOR sim, por algumas pessoas e é por elas e para elas que eu dou ordem a minhas células para que elas SEJAM. Pq viver é apenas isso: nossas células sendo…

Até um dia destes, se minhas células assim o quiserem.
Beijos para todos: a prenda de mim para vocês!


fatima








sexta-feira, janeiro 18, 2008

quinta-feira, janeiro 17, 2008

sem comentários meus...

AVESSO BÌBLICO


No inicio,

já havia tudo.

Mas Deus era cego

e, perante tudo,

o que ele viu foi o Nada.

Deus tocou a água
e acreditou ter criado o oceano.
Tocou o chão
e pensou que a terra nascia sob os seus pés.
E quando a si mesmo se tocou
ele se achou o centro do Universo.
E se julgou divino.
Estava criado o Homem.

Poema de Mia Couto

em:

idades

cidades

divindades





segunda-feira, janeiro 14, 2008

talking about.. interesting things

Já estive quase quase a desistir.


Algumas das vezes era força de vontade minha. Outras eram a desilusão e o cansaço que me impeliam…


Mas sentia-me, sei lá, como que amputada de uma qq parte de meu corpo.


Viver por amor. É do que falo.


Cada um de nós tem as suas necessidades mais prementes. A minha é o amor.


E a busca por ele, talvez seja o sentido de minha vida.


O bem estar e, os prazeres… Confortam-me e, dão-me alegria, mas não me fazem feliz.


Um beijo de amor e um xi-coração apertado, é o supra sumo da felicidade. A minha felicidade.


E sou feliz muitas vezes, admito. Todos os dias, várias vezes por dia, sempre que minha filha se chega a mim…


Mas somos uns incontornáveis insatisfeitos!, penso.


E penso tb que é assim que temos de ser, pq é essa insatisfação que nos leva a ir mais além.


Concluindo:


Pq raio (desculpem a expressão) está sempre em “lá além” aquilo que nos importa mais????


Droga de vida!



Beijossssssss



fatima

terça-feira, janeiro 01, 2008

2008








Para todos nós

eu desejo que

neste ano novo

as coisas boas

ofusquem todas as outras
que nos acontecem....





beijos e carinhos





fatima

terça-feira, dezembro 11, 2007

brrrrrrrrrrrrrrrrrr2


"As vezes ama-se
Outras,
o corpo gela"






quarta-feira, dezembro 05, 2007

terça-feira, dezembro 04, 2007





Esta noite sonhei que era um rio. Um rio pequenino, é certo, que nada mais conhecia além das montanhas onde nascia, dos animais, dos amieiros e dos juncos que nele se debruçavam. Como todos os rios, o que eu mais ardentemente desejava era desaguar. Comecei a perguntar onde ficava o mar, mas ninguém me sabia responder. Apontavam-me com um gesto vago ora o este ora o oeste. Escolhera já a forma de desaguar -- em delta, claro -- mas não recolhera ainda o menor indício da proximidade do mar. Uma noite em que estava acampado entre as dunas cheguei finalmente a uma conclusão (a mesma a que todos os rios chegaram talvez antes de mim): o mar não existia.



(E essa conclusão era salgada.)







Poema de Jorge Sousa Braga,


em O Poeta nu

sexta-feira, novembro 30, 2007

quarta-feira, novembro 28, 2007

a nossa morte é o nada de tudo

Os astros, a Terra, esta sala, são uma realidade, existem, mas é através de mim que se instalam em vida: a minha morte é o nada de tudo.

Como é possivel? Conheço-me o deus que recriou o mundo, o transformou, mora-me a infinidade de quantos sonhos, ideias, memórias, realizei em mim um prodígio de invenções, descobertas, que só eu sei, recriei à minha imagem tanta coisa bela e inverosímel.

De vergílio ferreira

Em aparição