quarta-feira, agosto 27, 2008
sexta-feira, agosto 22, 2008
terça-feira, agosto 19, 2008
sábado, agosto 16, 2008
encanto

quinta-feira, agosto 14, 2008
quarta-feira, agosto 13, 2008
post para a V

Se partires um dia rumo a Ítaca
faz votos de que o caminho seja longo,
repleto de aventuras, repleto de saber.
Nem os Lestrigões nem os Ciclopes
nem o colérico Posídon te intimidem;
eles no teu caminho jamais encontrarás
se altivo for teu pensamento, se subtil
emoção teu corpo e teu espírito tocar.
Nem Lestrigões nem os Ciclopes
nem o bravio Posídon hás de ver,
se tu mesmo não o levares dentro da alma,
se tua alma não os puser diante de ti.
Faz votos de que o caminho seja longo.
Numerosas serão as manhãs de verão
nas quais, com que prazer, com que alegria,
tu hás de entrar pela primeira vez um porto
para correr as lojas dos fenícios
e belas mercancias adquirir:
madrepérolas, corais, âmbares, ébanos,
e perfumes sensuais de toda espécie,
quando houver, de aromas deleitosos.
A muitas cidades do Egipto peregrina
para aprender, para aprender dos doutos.
Tem todo o tempo Ítaca na mente.
Estás predestinado a ali chegar.
Mas não apresses a viagem nunca.
Melhor muitos anos levares de jornada
e fundeares na ilha, velho enfim,
rico de quanto ganhaste no caminho,
sem esperar riquezas que Ítaca te desse.
Uma bela viagem deu te Ítaca.
Sem ela não te ponhas a caminho.
Mais do que isso, não lhe cumpre dar te.
Ítaca não te iludiu, se a achas pobre.
Tu te tornaste sábio, um homem de experiência,
e agora sabes o que significam Ítacas.
Poema de Konstantinos Petrus Kavafis (1863-1933)
Tradução de José Paulo Paz
terça-feira, agosto 12, 2008
Closer/ Further
quinta-feira, agosto 07, 2008
quarta-feira, agosto 06, 2008
sábado, agosto 02, 2008
quinta-feira, julho 31, 2008
Folheto
Sou o comprimido calmante.
Actuo em casa,
sou eficaz na repartição,
sento-me no exame,
apresento-me em tribunal,
colo minuciosamente a louça partida.
Basta que me tomes,
que me ponhas debaixo da língua,
que me engulas
com um copo de água.
Sei o que fazer na desgraça,
como aguentar a má notícia,
diminuir a injustiça,
desanuviar a falta de Deus,
escolher o chapéu de luto a condizer.
Por que esperas?
Confia na piedade química.
Ainda és jovem,
tens que te governar.
Quem disse
que se deve enfrentar a vida?
Entrega-me o teu abismo,
vou aconchegá-lo com o sono,
ser-me-ás grato,
darás a volta por cima.
Vende-me a tua alma.
Não haverá melhor comprador.
Outro diabo já não existe.
Poema de Wislawa Szymborska
em Alguns gostam de poesia
quarta-feira, julho 30, 2008
Nós acreditamos. Nas palavras que ouvimos e nas correntes que vemos e não são inventadas, estão ali, de facto.
Quedamo-nos.
Deixamo-nos estar por preguiça ou falta de iniciativa ou desamor à liberdade ou ou ou …
E, afinal, essas correntes , maioria das vezes, são tão, mas tão tão… insignificantes, frágeis, “pequeninas”…
E, afinal, nós somos , sempre, tão fortes, tão capacitados, tão “GRANDES”!
fatima
terça-feira, julho 29, 2008
sexta-feira, julho 25, 2008
quinta-feira, julho 24, 2008
quarta-feira, julho 23, 2008
sexta-feira, julho 18, 2008
terça-feira, julho 15, 2008
quarta-feira, julho 09, 2008
A Verdade é: como as coisas são em determinado momento.
Mas nós,
ao olhar,
e/ou ouvir,
e/ou tocar,
não apreedemos todas as suas inúmeras caracteristicas.
Mas nós,
ao pensar,
e/ou falar,
e/ou escrever,
não conhecemos todas as palavras que a descrevam.
É costume dizer: existe a minha verdade a tua verdade e a verdade tal qual ela é.
fatima
















