domingo, novembro 30, 2008

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Há no meu ombro lugar para o teu cansaço

e a minha altura é para ser medida

palmo a palmo pela tua mão ferida.




Poema de Ruy Belo

sexta-feira, novembro 28, 2008

à "Lua"..

Fui,
e (mas?) voltei.

Só daqui, de longe,
é que parece bem, melhor, mais bonito...

fatima

terça-feira, novembro 25, 2008

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Conhecer alguém que pensa e sente como nós e que, embora distante, está perto em espirito, eis o que faz da terra um jardim habitado...
(Goethe)

sábado, novembro 22, 2008

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Passo muito tempo quieta, parada, sozinha a relembrar pensamentos e raciocínios, meus, de antes. E a verificar mais uma, e outra, e outra, e outras, ..., vezes, como estavam, e continuam a estar, errados.

A sensação é dura, e muito desconfortável. Principalmente porque não tenho em mim outros que os substituam.

É essa a razão de eu estar mais tempo calada.

Não fiquei mais tímida ou reservada.

Sei é muito menos coisas para dizer...

fatima


terça-feira, novembro 18, 2008

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Nunca saberemos se os enganados
são os sentidos ou os sentimentos,
se viaja o comboio ou a nossa vontade
se as cidades mudam de lugar
ou se todas as casas são a mesma.

Nunca saberemos se quem nos espera
é quem nos deve esperar, nem sequer
quem temos de aguardar no meio
de um cais frio. Não sabemos nada.
Avançamos às cegas e duvidamos
se isto que se parece com a alegria
é só o sinal definitivo
de que nos voltámos a enganar.

Poema de Amalia Bautista

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quinta-feira, novembro 13, 2008

E , tontos, inventamos que somos o máximo da seleçao natural...

Deixo beijos e abraços para todos os que me visitam

e,

peço desculpa por não retribuir a atenção mas a verdade é

que ando mesmo sem tempo nenhum livre.

Estou com muito trabalho e isso é muito bom!

fatima

segunda-feira, novembro 10, 2008

segunda-feira, novembro 03, 2008

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Por algum tempo, mesmo

que seja mínimo, as

coisas são perfeitas. A

rosa ganha caule mas

não desabrocha. a faca

brilha no ar mas não

desfere o golpe. Os lábios

humedecem, antes

de cerrar os dentes.







Por algum tempo uma

criança habita a casa, um

gato aquece ao sol a

sua grata pelagem, um corpo

cansado adormece

no lençol limpo.







Por algum tempo, os insultos

não são proferidos

e os corpos enlaçam-se

apiedados do abismo

entre as próprias imagens.






Por algum tempo acreditamos

em grandes amores e viagens. Depois

consumimos

sucedâneos ou literatura.




Por algum tempo, olhamos~

o quadro sem turistas

à frente. Escutamos o virtuoso

sem tosses na assistência.




Por algum tempo, descobre-se

a cura. O amor regressa. A teoria

convence. A fé ressuscita. Acreditamos

em Únicos e Pátrias.



Até que esse algum tempo

perfeito e mensurável

em desmedido tempo

se transforma.




Poema de Inês Lourenço

em Logros consentidos





terça-feira, outubro 28, 2008

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(Escre)ver-me




nunca escrevi





sou

apenas um tradutor de silêncios


a vida tatuou-me nos olhos

janelas

em que me transcrevo e apago


sou

um soldado

que se apaixona

pelo inimigo que vai matar



Poema de Mia Couto
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Nota IMPORTANTE:

Este post eu acho LINDO e,
só por isso,
eu dedico-o a minha,
muito querida e muito amada,
irmã Carla (para mim: kerli)!!!
:)
fatima

domingo, outubro 26, 2008


Deus de vez em quando me castiga. Me tira a poesia.

Olho para uma pedra e vejo uma pedra.



De Adelia Prado

sexta-feira, outubro 24, 2008

Lambchop
- is a woman


domingo, outubro 19, 2008

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A Vida Responsável


Conduzir mas sem ter um acidente,
comprar massas e desodorizantes
e cortar as unhas às minhas filhas.
Madrugar outra vez e ter cuidado
em não dizer inconveniências,
esmerar-me na prosa de umas folhas
e estou-me nas tintas para elas,
retocar de vermelho cada face.
Lembrar-me da consulta ao pediatra,
responder ao correio, estender roupa,
declarar rendimentos, ler uns livros,
fazer umas chamadas telefónicas.
Bem gostaria de me dar ao luxo
de ter o tempo todo que quisesse
para fazer só coisas esquisitas,
coisas desnecessárias, prescindíveis
e, sobretudo, inúteis e patetas.
Por exemplo, amar-te com loucura.

















Poema de Amalia Bautista

quinta-feira, outubro 16, 2008

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Há meses que vivo rodeada
por uma substância negra e pegajosa
que invadiu a minha casa. As paredes,
o chão, as janelas e os móveis,
a comida, os livros e a roupa,
o teclado do computador, as plantas,
o telefone… Está tudo impregnado
com esta pez escura, a mesma que respiro
e que me mata pouco a pouco.
Dizem que os venturosos e os néscios
chamam melancolia a esta porcaria
que apodrece o coração e asfixia a alma.


Poema de Amaila Bautista

domingo, outubro 12, 2008

!!!!!

A brief description of the video from Brett himself:

"It is our routines and our comforts that allow us to ignore social issues.

For some of us, it is our privilege to be ignorant.

This video tells the story of social issues challenging our privileges and entering our routines making them impossible to ignore.

Social injustice cannot be ignored when you are forced to deal with them.

That is the idea behind this video.

What would happen if you were forced to deal with something that you may think has nothing to do with you?

If suddenly the world's problems came into yourown home?

You would have to realize that you are connected to everything and everyone one earth."

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There aint no reason things are this way

Its how they always been and it tends to stay

I can't explain why we live this way, we do it everyday

Preachers on the podeum speaking of saints

Prophets on the sidewalk begging for change

old ladies laughing from the fire escape cursing my name

I got a basket full of lemons and they all taste the same

A window and a pigeon with a broken wing

You can spend you whole life working for something,

just to have it taken away

People walk aroun pushing back their debts

Wearing pay checks like necklaces and braceltes

Talking bout nothing, not thinking bout' death

Every little hearbeat, every little breath

People walk a tight rope

On a razors edge

Carrying their hurt and hatrid and weapons

It could be a bomb or a bullet or a pen

Or a thought or a word or a sentence

There Ain't no reason

Things are this way

.........

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Brett Dennen

sexta-feira, outubro 03, 2008

a minha tb...


Imagem: the forest is full of wolves
a floresta está cheia de lobos





A minha floresta tb...
Nos momentos lúcidos olho e não os vejo (os lobos) e sei-os inventados por mim.
O pior, é no resto do tempo...
:)


fatima

terça-feira, setembro 30, 2008

a minha paz


PAZ












Vi-te do outro lado da estrada

e

atravessei.


























Era uma rua larga,

cheia de carros e muitos outros obstáculos…

































E havia pessoas,

muitas muitas!!,

e quase todas corriam apressadas.







Corri, eu também.

Apressada porque receosa

de te perder mais uma vez.














(E em segundos relembrei anos, quase todos os que somam a minha vida,

em que tu … do outro lado da rua, quase perto sempre aquém)



Cheguei junto a ti ,

segurei-te forte!, com ambas as mãos,

e apertei-te tanto!, junto a mim.



E logo depois a dúvida:

Vais partir ou vais ficar?


(-Fica comigo)

fatima

domingo, setembro 28, 2008

:-)

Lembrei-me hoje desta imagem (que acho mt gira e engraçada) pq dei comigo a perguntar-me o que serei capaz de fazer a mim mesma para que o espelho não me deprima (mais ainda..) agora e depois, já que estou a entrar na idade do começo da decadência física...

Penso, agora, e/ou por enquanto, que nao farei nada em especial.
Primeiro pq minha filha nao me deixa nem sequer passar um baton! E depois pq é tão bom sermos nós proprios com nossas particularidades únicas e não nos olharmos nos cabelos, nas maos , nas unhas, na barriga, nas pernas, nos narizes, etc etc, das outras....

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Ando com tão pouco tempo para o meu blog e para visitar aqueles que gosto!

Mas, é irrelevante isso, para mim.

Pq o que realmente me importa, é que as pessoas que fazem esses blogues que eu gosto e aquelas que me visitam, ESTEJAM BEM!!!

Deixo-vos beijos gentis e abraços apertados,

fatima


quinta-feira, setembro 25, 2008

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Ser livre é querer ir e ter um rumo
e ir sem medo,
mesmo que sejam vão os passos.
é pensar e logo transformar o fumo
do pensamento em braços.
é não ter pão nem vinho,
só ver portas fechadas e pessoas hostis
e arrancar teimosamente do caminho
sonhos de sol
com fúrias de raiz.
é estar atado, amordaçado, em sangue, exausto
e, mesmo assim,
só de pensar gritar
gritar
e só de pensar ir
ir e chegar ao fim.



Poema de Armindo Rodrigues

segunda-feira, setembro 22, 2008

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E para o impossível
Só devemos caminhar de olhos fechados
Como a fé e como o amor.

De um poema de António Botto