segunda-feira, julho 07, 2008

segunda-feira, junho 30, 2008

sexta-feira, junho 27, 2008

(oh...Me... Me... Land on Me )

Passa-me a tua mão pelo meu cabelo.

Põe nela a alma toda de uma vez

e murmura amor, para eu te ouvir,

a música toda das mãos e do sentir.

Passa-me a tua boca pelo meu corpo

e voga sobre as ondas do futuro --

Espelho claro e fundo do oceano,

da vida que se perde e vai recuperando.

Passa-me a tua vida pela minha

enquanto passa a caravana já dispersa

dos sonhos que fizemos noutro tempo

de esperança e de ilusão e de cantigas,

de passeios pelos campos e as praias

em buscas de conchas e de espigas.

Poema de Myriam Jubilot de Carvalho

em E no fim era a poesia


quarta-feira, junho 25, 2008

...

17 anos, a 22 de Junho
queria lhe escrever um poema
não sai nada
(em palavras, claro)
o meu poema é Ela
e nunca houve nem haverá
nenhum mais bonito

fatima


terça-feira, junho 24, 2008

Há bilhões de galáxias no universo observável

E cada uma delas contém centenas de bilhões de estrelas

Em uma dessas galáxias

Orbitando uma dessas estrelas

Há um pequeno planeta azul

E este planeta é governado por um bando de macacos

Mas esses macacos não pensam em si mesmos como macacos

Eles nem sequer pensam em si mesmos como animais

De fato, eles adoram listar todas as coisas que eles pensam separá-los dos animais:

Polegares opositores

Autoconsciência

Eles usam palavras como Homo Erectus e Australopithecus

Você diz to-ma-te, eu digo to-ma-ti.

Eles são animais, certo?

Eles são macacos

Macacos com tecnologia de fibra ótica digital de alta velocidade

Mas ainda assim macacos

Quero dizer, eles são espertos, você tem que conceder isso

As pirâmides, os arranha-céus, os jatos, a Grande Muralha da China

Isto tudo é muito impressionante

Para um bando de macacos

Macacos cujos cérebros evoluiram para um tamanho tão ingovernável que agora é bastante impossível para eles ficarem felizes por muito tempo

Na verdade, eles são os únicos animais que pensam que deveriam ser felizes

Todos os outros animais podem simplesmente ser

Mas não é tão simples, para os macacos

Pois os macacos são amaldiçoados com a consciência

E assim os macacos têm medo

Os macacos se preocupam

Os macacos se preocupam com tudo

Mas acima de tudo com o que todos os outros macacos pensam

Porque os macacos querem desesperadamente se encaixar

Com os outros macacos

O que é bem difícil, porque a maior parte dos macacos se odeia

Isto é o que realmente os separa dos outros animais.

Estes macacos odeiam

Eles odeiam macacos que são diferentes

Macacos de lugares diferentes

Macacos de cores diferentes

Sabe, os macacos se sentem sozinhos

Todos os seis bilhões deles

Alguns dos macacos pagam outros macacos para ouvir seus problemas

Os macacos querem respostas

Os macacos sabem que vão morrer, então os macacos fazem deuses

E os adoram

Então os macacos começam a discutir quem fez o deus melhor

E os macacos ficam irritados, e é quando geralmente os macacos decidem que é uma boa hora de começar a matar a uns aos outros

Então os macacos fazem guerra

Os macacos fazem bombas de hidrogênio

Os macacos têm o planeta inteiro preparado para explodir

Os macacos não sabem o que fazer

Alguns dos macacos tocam para uma multidão vendida de outros macacos

Os macacos fazem troféus e então eles os dão para si mesmos

Como se isto significasse algo

Alguns dos macacos acham que sabem de tudo

Alguns dos macacos lêem Nietzsche

Os macacos discutem Nietzsche

Sem dar qualquer consideração ao fato de que Nietzsche

Era só outro macaco

Os macacos fazem planos

Os macacos se apaixonam

Os macacos fazem sexo

E então fazem mais macacos

Os macacos fazem música

E então os macacos dançam

Dancem, macacos, dancem!

Os macacos fazem muito barulho

Os macacos têm tanto potencial, se eles pelo menos se dedicassem...

Os macacos raspam o pêlo de seus corpos numa ofensiva negação de sua verdadeira natureza de macaco

Os macacos constroem gigantes colméias de macacos que eles chamam de "cidades"

Os macacos desenham um monte e linhas imaginárias na terra

Os macacos estão ficando sem petróleo, que alimenta sua precária civilização

Os macacos estão poluindo e saqueando seu planeta como se não houvesse amanhã

Os macacos gostam de fingir que está tudo bem

Alguns dos macacos realmente acreditam que o universo inteiro foi feito para seu benefício

Como você pode ver, esses são uns macacos atrapalhados

Estes macacos são ao mesmo tempo as mais feias e mais belas criaturas do planeta

E os macacos não querem ser macacos

Eles querem ser outra coisa

Mas não são

terça-feira, junho 17, 2008


Tenho esta ideia fixa de que valemos todos o mesmo.



E que isso é muito pouco, quase quase nada neste Universo tão rico e tão imenso.













E a esse pensamento desinteressante e inócuo, junto outro que interessa (e agrada!) muito mais:




Cada um de nós ganha importância e valor apenas quando desperta em outro sentimentos de amor.
Qualquer amor: fraternal, amigo, apaixonado, …













E, ficamos Únicos e Insubstituíveis. Somos Muito, ou mesmoTudo.
Podemos até ser o Universo de…














fatima

sábado, junho 14, 2008

quarta-feira, junho 11, 2008

segunda-feira, junho 09, 2008


É assim que te quero, amor,
assim, amor, é que eu gosto de ti,
tal como te vestes
e como arranjas
os cabelos e como
a tua boca sorri,
ágil como a água
da fonte sobre as pedras puras,
é assim que te quero, amada,
Ao pão não peço que me ensine,
mas antes que não me falte
em cada dia que passa.
Da luz nada sei, nem donde
vem nem para onde vai,
apenas quero que a luz alumie,
e também não peço à noite explicações,
espero-a e envolve-me,
e assim tu pão e luz
e sombra és.
Chegastes à minha vida
com o que trazias,
feitade luz e pão e sombra, eu te esperava,
e é assim que preciso de ti,
assim que te amo,
e os que amanhã quiserem ouvir
o que não lhes direi, que o leiam aqui
e retrocedam hoje porque é cedo
para tais argumentos.
Amanhã dar-lhes-emos apenas
uma folha da árvore do nosso amor, uma folha
que há-de cair sobre a terra
como se a tivessem produzido os nosso lábios,
como um beijo caído
das nossas alturas invencíveis
para mostrar o fogo e a ternura
de um amor verdadeiro.

Poema de Pablo Neruda

sexta-feira, junho 06, 2008






Aproveitemos as pequenas coisas


porque


um dia


saberemos


--elas sao as grandes...
















De Robert Brault (traduzida à minha maneira)

quarta-feira, junho 04, 2008

Se não puderes ser um pinheiro, no topo de uma colina,

Sê um arbusto no vale mas sê

O melhor arbusto à margem do regato.

Sê um ramo, se não puderes ser uma árvore.

Se não puderes ser um ramo, sê um pouco de relva

E dá alegria a algum caminho.

Se não puderes ser uma estrada,

Sê apenas uma senda,

Se não puderes ser o Sol, sê uma estrela.

Não é pelo tamanho que terás êxito ou fracasso...

Mas sê o melhor no que quer que sejas.

Poema de Pablo Neruda


terça-feira, junho 03, 2008

domingo, junho 01, 2008

dia da criança? pensemos nelas, então

MAS,


SE


em vez de pensar


e lembrar


e lastimar


e penar

e até chorar...



Nós

Sentisse mos AMOR por elas, todas elas!

fatima

quinta-feira, maio 29, 2008

terça-feira, maio 27, 2008


Quando



Quando o meu corpo apodrecer e eu for morta

Continuará o jardim, o céu e o mar,

E como hoje igualmente hão-de bailar

As quatro estações à minha porta.



Outros em Abril passarão no pomar

Em que eu tantas vezes passei,

Haverá longos poentes sobre o mar,

Outros amarão as coisas que eu amei.



Será o mesmo brilho a mesma festa,

Será o mesmo jardim à minha porta,

E os cabelos doirados da floresta,

Como se eu não estivesse morta.



Poema de Sophia de Mello Breyner Andresen

sábado, maio 24, 2008

E desde então, sou porque tu és
E desde então és
sou e somos...
E por amor
Serei... Serás...Seremos...

Poema de Pablo Neruda




sexta-feira, maio 23, 2008

quarta-feira, maio 21, 2008

para a I..., do As velas ardem sempre até ao fim


I follow the night

Can't stand the light

When will I begin

To live again?

One day I'll fly away

Leave all this to yesterday



Why live life from

Dream to dream

And dread the day

When dreaming ends?


One day I'll fly away

Leave all this to yesterday

Why live life from

Dream to dream

And dread the day

When dreaming ends?

One day I'll fly away

Fly, fly away







sábado, maio 17, 2008

Para a A..






No amor,

eu também me zango

e fico triste e amuada.

E, não me orgulho,

falo alto e disparatado.







No amor,


nem sempre estou no sitio certo.


E, confesso,


às vezes, no amor,


até gosto um bocadinho menos...














No amor,


e em tudo,


sou muito imperfeita,


mas,


nunca nunca nuncaaaaaaaa


viro costas.











fatima




quarta-feira, maio 07, 2008







Ensinaram-me a crer


e eu cri.


(Deus, santos e santinhos.


Alma, espírito e coisas que tais.


.... .... ....)







Depois.


Depois (sem culpas de ninguem)


desaprendi a fé.


E, claro, perdi o encosto que ela é.











Dificil viver assim?


Sim.


Mas também mais bonito.


Porque sem crenças nem fé


resta-nos ....









a Maravilha.
















fatima








domingo, maio 04, 2008

mãe




haverá flores e serão tristes. haverá sol talvez, mas será tão triste.
lágrimas como mãos sobre o rosto. silêncio negro durante a noite.



não mais entrará no quarto antes de eu adormecer. esperarei sempre
por uma história que nunca contará, por uma canção impossível.








não quero imaginar o dia em que a minha mãe morrer. haverá flores
e serão tristes. haverá vida talvez, mas será para sempre tão triste.


Poema de José Luis Peixoto,
em A Casa, a Escuridão

segunda-feira, abril 28, 2008


Ter um destino

é não caber no berço

onde o corpo nasceu,

é transpor as fronteiras

uma a uma

e morrer sem nenhuma.






Poema de Miguel Torga

quarta-feira, abril 23, 2008



As árvores e os livros







As árvores como os livros têm folhas

e margens lisas ou recortadas,

e capas (isto é copas) e capítulos

de flores e letras de oiro nas lombadas.






E são histórias de reis, histórias de fadas,

as mais fantásticas aventuras,

que se podem ler nas suas páginas,

no pecíolo, no limbo, nas nervuras.






As florestas são imensas bibliotecas,

e até há florestas especializadas,

com faias, bétulas e um letreiro

a dizer: «Floresta das zonas temperadas».






É evidente que não podes plantar

no teu quarto, plátanos ou azinheiras.

Para começar a construir uma biblioteca,

basta um vaso de sardinheiras.






Poema de Jorge Sousa Braga

domingo, abril 20, 2008

antes, tb eu...

... dormia, e sonhava sonhos bons.

fatima






quinta-feira, abril 17, 2008

terça-feira, abril 15, 2008

hoje apetecia-me postar, mas...


"As palavras estão muito ditas
e
o mundo muito pensado."

Deixo apenas esta imagem:

(LOVE)


e uma música





quinta-feira, abril 10, 2008




Foi num dia assim
como este
de nuvens carregadas
e o sol longe demais.









(Antes desse tempo,
lembro bem,
os dias cinzentos
não causavam tristeza nenuma em mim!)







Mas, penso,
foi num dia assim
como este
que tu me faltaste.

E, sobre mim,
vieram nuvens escuras e pesadas
- que choraram
- e chocaram
- fizeram trovoadas
- e relampagos tb.

Depois desse dia,
e até hoje,
ainda não consegui
limpar o meu céu.

fatima



Nota: os meus posts, são sempre verdades minhas. Mas, claro, nao resumem toda a minha pessoa, nem todos meus sentires. É verdade esta minha melancolia quase quase permanente, mas tb é verdade que, agora, na fase presente de minha vida, eu consegui o que eu sempre mais desejei (uma familia, em amor). E se restaram em mim todas as dores de todo o meu passado, é porque sinto tudo com demasiada intensidade, o que me faz viver com igual, ou maior, intensidade todas as minhas alegrias presentes. E delas tb falo, aqui no meu blog, claro.
Os meus posts, são impulsos que não me esforço para controlar. Vêm de dentro de mim, e não tenho tempo (nem vontade) para "os pensar" muito. Calha virem assim, se gosto e me agradam, assim ficam.
Beijos meus, para quem me gosta.
fatima

domingo, abril 06, 2008









Não pode seraquilo que eu mais queria.










E é um desalento tão grande


aquele que desce tão ao fundo


de mim.









O que eu aprendi estava tudo errado!!









-- Não há pelo que lutar:


o sol só eclipsa uma vez ou outra e o mar nem tem onde se esconder, afinal...








fatima

quarta-feira, abril 02, 2008


Estou metido no meu tamanho e assim é mais difícil aguentar, porque tenho de domesticar o que é maior do que eu.
De vez em quando naturalmente há a pressão.
E então há a tentação de me deixar ir.
Não vou.
Olho à volta e tudo é grande e cabe lá tudo o que em mim é demais.

De Vergílio Ferreira


sábado, março 29, 2008


Eu ouço apenas um rouxinol









Há quem tenha todas as filosofias do mundo



eu ouço apenas um rouxinol na floresta



-- e isso me basta.



Gosto de ouvi-lo. É tudo.



Bebo o vinho, beijo na língua,



e não sei a casta.











Outros são os enólogos,



os profundíssimos enólogos.



Eu mal distingo o azal do cabernet,



o loureiro do trajadura.



E assim vivo, animal de sons e cheiros,



longínqua e lunática criatura.











Há quem tenha todas as filosofias do mundo.



Eu ouço apenas um rouxinol na floresta



-- e isso me basta.



Gosto de ouvi-lo. É tudo.



Sou de uma espécie rara: estrela-do-mar



em terra, no fim de tarde tranquilo.















Poema de José Carlos de Vasconcelos
em Repórter do Coração



quinta-feira, março 27, 2008

a qualquer estranho:


Gosto que sejas gentil comigo
Que me fales doce
E me olhes a direito

fatima

segunda-feira, março 24, 2008





Com as minhas mãos eu posso construir o meu mundo.
E limpá-lo.
E organizá-lo.
E enfeitá-lo.
Fazê-lo, enfim, mais bonito.


É daqueles pensamentos bonitos.

E acertados.

E óbvios.


Mas então, eu olho as minhas mãos calejadas e sujas.

E olho o meu mundo, também.

E penso, pela enésima vez!, em como pensar/falar é tão fácil

e

fazer é tão difícil!!!

fatima

domingo, março 23, 2008


A todos eu desejo uma Páscoa cheia de amêndoas e outras coisas, melhores e mais doces...


:)

fatima

sábado, março 22, 2008

Passamos pelas coisas sem as ver,
gastos, como animais envelhecidos:
se alguém chama por nós não respondemos,
se alguém nos pede amor não estremecemos,
como frutos de sombra sem sabor,
vamos caindo ao chão, apodrecidos.

Poema de Eugénio de Andrade

segunda-feira, março 17, 2008


Dizes que amas a chuva,


e tu fechas a janela.






Dizes que amas as flores,


e tu cortas-lhes o caule.






Dizes que amas os peixes


e tu pesca-los


e tu come-los.








Então quando dizes que me amas,


eu tenho um pouco de medo.








Poema de Jacques Prévert

sexta-feira, março 14, 2008

...


A todos eu desejo um bommmmmmmmm fds.
E, para todos eu deixo esta imagem que por acaso encontrei e de imediato amei.

A legenda dela: make it happen...

Com um beijo,

fatima

quarta-feira, março 12, 2008

Uma história


Era tarde, mas mesmo assim, tu vieste.
Um abraço e um olhar ao fundo dos meus olhos e, soubeste tudo.


Também, não era dificil. Afinal, há muito que todos o anteviam, excepto eu, que só adivinho coisas erradas.

Disseram-me que talvez tu viesses e eu quedei-me à tua espera, alheia à tarde que escurecia, alheia à noite que estrelou....

Deve ter esfriado também, não notei.

Tu vieste, mesmo!

E agora.... agora, eu escolhia, muito à pressa, as palavras, para te contar.

Sim, quando acabasse o abraço e tu parasses de me olhar, eu teria que falar!

Falar explicações, apenas. Porque o resto, tu sabes, toda a gente sabe.

Emendo: toda a gente soube, antes de mim!

(1, 2, 3, vou dizer tudo, agora mesmo, força!)

-- Vem ver o limoeiro, ganhou flores, está bonito.

Um sorriso teu...

(E sorriste de mim e não para mim, penso.)

-- Sorte. Foi sorte. Tive sorte. Foi isso. Foi assim.

(A sorte evitava outras explicações e poupava-me as palavras, acabara de me ocorrer...)

Avistei uma surpresa e uma interrogação, mas foram breves e ligeiras pois logo logo aconteceu um sorriso largo e uma palavra, teus:

-- Parabéns!

Outro abraço, e juntas, fomos festejar.

Fim

fatima

terça-feira, março 11, 2008

11 de Março, dia da mulher (tb)




As mulheres de 80 anos sentam-se em todas as cadeiras
como se estivessem sentadas em tronos. Podem ter anéis
nos dedos, como podem ter lenços de assoar nos bolsos.

Em natais, festas de aniversário com pão-de-ló, ou em

casamentos, as mulheres de 80 anos reúnem uma

assembleia de afilhadas solteiras e explicam-lhes

que a vida é transparente e que o passado, fechado em

armários que rangem durante a noite, brilha às vezes, como

as pratas dos chocolates que entregam nas mãos das crianças.

Poema de José Luis Peixoto

em cal




segunda-feira, março 10, 2008

:)




Dias luminosos são aqueles em que brilham mil sóis!,
INSIDE US.

E por fora!
(ao lado)
(em volta)
(ao longe)
(ao perto)
.....
....

E os dias BONS são aqueles em que deixamos que esses sóis todos
nos aqueçam!

Uma semana cheia cheia de dias bonsssssssssss,
para todos (nós).

fatima

domingo, março 09, 2008









Todos os dias sussurro para mim mesma,



mantém o equilíbrio. Tudo te persegue,



tudo assusta, a tua vida inteira depende


de um frágil fio e de um azar injusto.



A tua vontade não pode grande coisa.






Não percas o pé. Mantém o equilíbrio.























Poema de Amalia Bautista

sexta-feira, março 07, 2008

miss you





Perguntas-me por saudades
Eu respondo-te com saudade

fatima

d

quinta-feira, março 06, 2008



Não sei se nascemos juntas,

Não lembro se cresceu comigo.







Hoje habita na parte de dentro de mim e as vezes toma-me por completo.

É uma tristeza imensa,

uma melancolia brava,

que me quebra o sorriso e me turva o olhar.




Nem sempre dou por ela,

são os outros que a notam e logo logo, a tentam espantar.

Não entendem que somos cúmplices e que nos precisamos .

Não entendem que ela me trouxe de volta ao mundo que eu em tempos renunciei.

Não entendem que ela me salvou e me salva ainda todos os dias
porque viver aparte dela é viver num mundo mt mas mt pequenino,
onde não cabem outros com as suas dores misérias tragédias angustias etc etc.




Prefiro pois viver junto com esta minha tristeza,
do que viver sozinha num mundo assim,
pequeno demais….

fatima

terça-feira, março 04, 2008

:)





A Primavera chegará,
mesmo que ninguém mais saiba o seu nome,
nem acredite no calendário,
nem possua um jardim para recebê-la.


Cecília Meireles

domingo, março 02, 2008

...



Alguns -
quer dizer nem todos.
Nem a maioria de todos, mas a minoria.
Excluindo escolas, onde se deve
e os próprios poetas,
serão talvez dois em mil.

Gostam -
mas também se gosta de canja de massa,
gosta-se da lisonja e da cor azul,
gosta-se de um velho cachecol,
gosta-se de levar a sua avante,
gosta-se de fazer festas a um cão.

De poesia -
mas o que é a poesia?
Algumas respostas vagas
já foram dadas,
mas eu não sei e não sei, e a isso me agarro
como a um corrimão providencial.


Poema de Wislawa Szymborska
em Alguns gostam de poesia