de Albert Camus
sábado, agosto 27, 2011
sexta-feira, agosto 26, 2011
quinta-feira, agosto 25, 2011
....
terça-feira, agosto 23, 2011
segunda-feira, agosto 22, 2011
domingo, agosto 21, 2011
sábado, agosto 20, 2011
Música, Adele, Don`t you remember...
You left with no goodbye, not a single word was said No final kiss to seal anything
I had no idea of the state we were in
I know I have a fickle heart and a bitterness
And a wandering eye and a heaviness in my head
But don't you remember?
Don't you remember?
The reason you loved me before
Baby, please remember me once more
When was the last time you thought of me?
Or have you completely erased me from your memory?
I often think about where I would roam
More I do, the less I know
But I know I have a fickle heart and a bitterness
And a wandering eye and a heaviness in my head
But don't you remember?
Don't you remember?
The reason you loved me before
Baby, please remember me once more
I gave you the space so you could breathe
I kept my distance so you would be free
And hope that you find the missing piece
To bring you back to me
Why don't you remember?
Don't you remember?
The reason you loved me before
Baby, please remember me once more
When will I see you again?
me, myself and i...
Sou o que se chama de pessoa impulsvia.
Como descrever?
Acho que assim: vem-me uma idéia ou um sentimento e eu, em vez de reflectir sobre o que me veio, ajo quase que imediatamente.
O resultado tem sido meio a meio: às vezes acontece que agi sob uma intuição dessas que não falham, às vezes erro completamente, o que prova que não se tratava de intuição, mas de simples infantilidade.
Trata-se de saber se devo prosseguir nos meus impulsos.
E até que ponto posso controlá-los....
Deverei continuar a acertar e a errar, aceitando os resultados resignadamente?
Ou devo lutar e tornar-me uma pessoa mais adulta?
E também tenho medo de tornar-me adulta demais: eu perderia um dos prazeres do que é um jogo infantil, do que tantas vezes é uma alegria pura.
Vou pensar no assunto.
E certamente o resultado ainda virá sob a forma de um impulso. Não sou maduro bastante ainda.
Ou nunca serei.
*
de Clarice Lispector
sexta-feira, agosto 19, 2011
.....
Acredito nos olhos de quem está apenas observando, aprendendo, sem julgamento.
Acredito que existe um lugar para mim, assim como existe lugar para todo mundo.
Porque existe lugar para todo mundo.
É só procurar.
Eu acredito. Acredito no tempo.
O tempo é nosso amigo, nosso aliado, não o inimigo que traz as rugas e a morte.
O tempo é que mostra o que realmente valeu a pena,
o tempo nos ensina a esperar,
o tempo apaga o efêmero e acaba com a dúvida.
de Caio Fernando Abreu
quinta-feira, agosto 18, 2011
...
Poesia serve exatamente para a mesma coisa que serve uma vaca no meio da calçada de uma agitada metrópole. Para alterar o curso do seu andar, para interromper um hábito, para evitar repetições, para provocar um estranhamento, para alegrar o seu dia, para fazê-lo pensar, para resgatá-lo do inferno que é viver todo santo dia sem nenhum assombro, sem nenhum encantamento.
de Martha Medeiros
quarta-feira, agosto 17, 2011
love it
Duas linhas paralelas
Muito paralelamente
Iam passando entre estrelas
Fazendo o que estava esccrito:
Caminhando eternamente de infinito a infinito.
Seguiam-se passo a passo
Exactas e sempre a par
Pois só num ponto do espaço
Que ninguém sabe onde é
Se podiam encontrar
Falar e tomar café.
Mas farta de andar sozinha
Uma delas certo dia
Voltou-se para a outra linha
Sorriu-lhe e disse-lhe assim:
"Deixa lá a geometria
E anda aqui para o pé de mim...!
Diz a outra: "Nem pensar!
Mas que falta de respeito!
Se quisermos lá chegar
Temos de ir devagarinho
Andando sempre a direito
Cada qual no seu caminho!"
Não se dando por achada
Fica na sua a primeira
E sorrindo amalandrada
Pela calada, sem um grito
Deita a mãozinha matreira
Puxa para si o infinito.
E com ele ali à frente
As duas a murmurar
Olharam-se docemente
E sem fazerem perguntas
Puseram-se a namorar
Seguiram as duas juntas.
Assim nestas poucas linhas
Fica uma estória banal
Com linhas e entrelinhas
E uma moral convergente:
O infinito afinal
Fica aqui ao pé da gente.
de José Fanha


