Terça-feira, Dezembro 11, 2007

brrrrrrrrrrrrrrrrrr2

"As vezes ama-se
Outras,
o corpo gela"

Sexta-feira, Dezembro 07, 2007

gostos de antes que me restam ainda hoje!

Quarta-feira, Dezembro 05, 2007

Terça-feira, Dezembro 04, 2007

Esta noite sonhei que era um rio. Um rio pequenino, é certo, que nada mais conhecia além das montanhas onde nascia, dos animais, dos amieiros e dos juncos que nele se debruçavam. Como todos os rios, o que eu mais ardentemente desejava era desaguar. Comecei a perguntar onde ficava o mar, mas ninguém me sabia responder. Apontavam-me com um gesto vago ora o este ora o oeste. Escolhera já a forma de desaguar -- em delta, claro -- mas não recolhera ainda o menor indício da proximidade do mar. Uma noite em que estava acampado entre as dunas cheguei finalmente a uma conclusão (a mesma a que todos os rios chegaram talvez antes de mim): o mar não existia.

(E essa conclusão era salgada.)

Poema de Jorge Sousa Braga,
em O Poeta nu