segunda-feira, julho 19, 2010

divagaçoes, provavelmente pateticas


O passareco é tão bonito, querido e engraçado.
As cobras são todas tão feias e horripilantes.

Apetece salvar todos os pássaros, principalmente os bonitinhos, e matar, esquartejar, todas as cobras do mundo!!
Mas a cobra é um réptil mt importante para a não proliferação de ratos e insectos e outors bichos que podem se tornar pragas muito perigosas....

*

O equilíbrio faz-se da soma de tantas e variadas coisas.


E algumas delas são cruéis e injustas e dolorosas.


Se pudéssemos impedir que algumas acontecessem ficaríamos satisfeitos mas, quem sabe, não estaríamos a provocar o caos??


É tão difícil decidirmos o que fazer…


Todos nossos actos têm consequências e viver um pouco a deriva, sem pensar nelas, se calhar era o melhor a fazer…


Mas todos os que querem um pouco mais do que a sua própria satisfação imediata, todos os que queriam e desejam o equilíbrio necessário para que a VIDA seja uma coisa BOA para o maior numero de individuos…. esses cedem sempre aqui e ali, aceitam sempre mais isto e aquilo.


Pois é, saber viver, é difícil para caraças!!!

E depois de "se saber como", conseguir "fazê-lo" é mais dificil aindaaaaaaaaaaaaa!!!!!

fatima

2 comentários:

j maria castanho disse...

PASSEIO EXISTENCIAL




No fundo do amor está o amor.
À volta, no cimo, estão diversas coisas
Que às vezes nos entretêm: os nomes,
Principalmente, os nomes!
Somos todos iniciados na técnica de compreender
Que Outono é quando as folhas caem!


Podíamos passar por entre elas...
Ser-lhes a invocação imediata...
Enfim! Sermos díspares parcelas
Desse jogo infinito, a concordata...
...Um tratado! Caminhamos..., elas caem,
O sol vem recortante, capilar,
E os olhos descem e cerram, descem
Para dentro em busca do seu começar!

As pombas rodam, rodam as árvores,
Codificam-se os gestos e as cores
E faz imenso vento ruissussurrante
Mexendo as vestes, os cabelos
Os endereços, os remetentes, os selos
A imagética do corpo tonificante
E o chiar dos pneus, o tilintar eléctrico
A voz anunciante, o nome métrico.
Se nos liquidamos as pombas saem
Do quadro – é melhor deixá-las ficar
Como se fossem paz à volta do amor
Coisas, nomes principalmente, a rodar
A voar!...


Estamos num jardim: um qualquer!
Faz menção de sermos homem e mulher
(É que podíamos!... Deveras!) Ou avenida!
Porque não sonhos?... O sonho também!
Um saco deles! Bagagem de mistério...
Um livro... Um quarto de aluguer...
Pessoas amorfas que vão e que vêm
E que arrastam consigo toda a vida,
E um odor a incesto e adultério...


E os olhos cerram, descem, descem...

E os olhos cerram, descem, descem...


Deixámos os lábios que sabem a amizade:
Deixámos as roupas que usam o desejo:
Deixámos o sangue que cozinha prazer:
Deixámos as mãos que esculpem carinho:
Deixámos a palavra que recita a verdade:
Deixámos a despedida que encontra o beijo:
Deixámos o sol que encanta o crescer:
Deixámos o vento que murmura caminho:
Mas os olhos cerram, descem, descem...

Mas os olhos cerram, descem, descem...

Mas os olhos cerram, descem, descem...


Há, então, um pestanejar: o sonho agita-se.
E os olhos cerrados, descidos, perguntam:
«Para onde vais?» - somos feitos assim!
E cada um pensa e contrai-se.
Fecha-se. Circula. E as respostas ecoam:
«À procura de mim» «À procura de mim»
«À procura de mim» «À procura de mim»
«À procura de mim» «À procura de mim»

Anónimo disse...

se a cobra o quer morder, a culpa e do "passareco", quem o manda ser tao gorducho e apetitoso.
bj
Kerli