terça-feira, dezembro 11, 2007

brrrrrrrrrrrrrrrrrr2


"As vezes ama-se
Outras,
o corpo gela"






quarta-feira, dezembro 05, 2007

terça-feira, dezembro 04, 2007





Esta noite sonhei que era um rio. Um rio pequenino, é certo, que nada mais conhecia além das montanhas onde nascia, dos animais, dos amieiros e dos juncos que nele se debruçavam. Como todos os rios, o que eu mais ardentemente desejava era desaguar. Comecei a perguntar onde ficava o mar, mas ninguém me sabia responder. Apontavam-me com um gesto vago ora o este ora o oeste. Escolhera já a forma de desaguar -- em delta, claro -- mas não recolhera ainda o menor indício da proximidade do mar. Uma noite em que estava acampado entre as dunas cheguei finalmente a uma conclusão (a mesma a que todos os rios chegaram talvez antes de mim): o mar não existia.



(E essa conclusão era salgada.)







Poema de Jorge Sousa Braga,


em O Poeta nu

sexta-feira, novembro 30, 2007

quarta-feira, novembro 28, 2007

a nossa morte é o nada de tudo

Os astros, a Terra, esta sala, são uma realidade, existem, mas é através de mim que se instalam em vida: a minha morte é o nada de tudo.

Como é possivel? Conheço-me o deus que recriou o mundo, o transformou, mora-me a infinidade de quantos sonhos, ideias, memórias, realizei em mim um prodígio de invenções, descobertas, que só eu sei, recriei à minha imagem tanta coisa bela e inverosímel.

De vergílio ferreira

Em aparição

segunda-feira, novembro 19, 2007

amor/familia










Mamã, papá, kelita, leninha e andreia filipa!































Não acredito no sangue, eu.





Quero dizer, não acredito que o sangue que corre nas nossas veias carregue com ele o amor que sentimos por outros.




Não amo a minha filha pq ela nasceu de mim.




Não adoro as minhas irmãs pq elas partilharam o mesmo berço que eu durante 9 meses (aqueles que eu desconfio que são os melhores de nossa vida).




Não sei como é com os outros, mas eu estou certa de que o meu coraçao é completamente livre das amarras com que os genes familiares costumam nos enredar...




Não gosto menos, nao sinto menos amor, por isso.




Muito pelo contrário!, penso!




Sou completamente apaixonada pela minha filha, pelo jeito dela, a alegria que é tão raro ela deixar que esmoreça, a meiguice dela que é infinita e nunca mais acaba, a imaginação, o sentido de humor, a lealdade, a sinceridade, a coerência, retidão, responsabilidade, ambição qb, desinteresse...
Tanta, tanta coisa que minha filha tem, que minha filha é , que eu admiro, aprecio, gosto, tudo junto só podia dar um amor que é maior do que eu e que não quero saber de onde vem e de que matéria é feito.





Os meus amores, não quero saber se são meus familiares!




Nem me incomodava sequer saber que me tinham trocado de filha na maternidade, por ex!

E minhas irmãs, conheço-as tão bem!




Sei quase tudo delas e é aí que o amor está. Nesse conhecimento e tb nas vivências que partilhamos e que nos fizeram ser o que somos hoje.




Um pouco do que eu sou, chama-se kelita e leninha, pq elas estavam LÁ e por AQUI ficaram...





É importante, a historia genética, eu sei. Mas por outras razões que nao as afectivas.




Mais uma vez, não falo por outros, mas apenas por mim mesma.




O meu amor, é real e é verdade, e é devido,unicamente, aquilo que tu és e aquilo que tu me dás e aquilo que eu sou por causa de ti.






















fatima

quinta-feira, novembro 15, 2007




A Bela Acordada











Era uma vez uma mulher que tão depressa era feia era bonita, as pessoas diziam-lhe:



- Eu amo-te.



E iam com ela para a cama e para a mesa.



Quando era feia, as mesmas pessoas diziam-lhe:



- Não gosto de ti.



E atiravam-lhe com caroços de azeitona à cabeça.



A mulher pediu a Deus:



- Faz-me bonita ou feia de uma vez por todas e para



sempre.



Então Deus fê-la feia.



A mulher chorou muito porque estava sempre a apanhar



com caroços de azeitona e a ouvir coisas feias. Só os animais



gostavam sempre dela, tanto quando era bonita como quando



era feia como agora que era sempre feia. Mas o amor dos animais



não lhe chegava. Por isso deitou-se a um poço. No poço,



estava um peixe que comeu a mulher de um trago só, sem a



mastigar.



Logo a seguir, passou pelo poço o criado do rei, que



pescou o peixe.



Na cozinha do palácio, as criadas, a arranjarem o peixe,



descobriram a mulher dentro do peixe. Como o peixe comeu a



mulher mal a mulher se matou e o criado pescou o peixe mal o



peixe comeu a mulher e as criadas abriram o peixe mal o peixe



foi pescado pelo criado, a mulher não morreu e o peixe



morreu.



As criadas e o rei eram muito bonitos. E a mulher ali era



tão feia que não era feia. Por isso, quando as criadas foram



chamar o rei e o rei entrou na cozinha e viu a mulher, o rei



apaixonou-se pela mulher.



- Será uma sereia ? – perguntaram em coro as criadas ao



rei.



- Não, não é uma sereia porque tem duas pernas, muito



tortas, uma mais curta do que a outra – respondeu o rei às



criadas.



E o rei convidou a mulher para jantar.



Ao jantar, o rei e a mulher comeram o peixe. O rei disse à



mulher quando as criadas se foram embora:



- Eu amo-te.



Quando o rei disse isto, sorriu à mulher e atirou-lhe com



uma azeitona inteira à cabeça. A mulher apanhou a azeitona e



comeu-a. Mas, antes de comer a azeitona, a mulher disse ao rei:



- Eu amo-te.



Depois comeu a azeitona. E casaram-se logo a seguir no



tapete de Arraiolos da casa de jantar.








Poema de Adília Lopes

terça-feira, novembro 13, 2007

vazia mas...





Venho aqui mt pouco por falta de tempo.

Mas hoje sobrou-me desse tempo.

E faltou-me algo mais importante.

-Algo para dizer.

Acontece-me muito, esvaziar-me momentaneamente.

Não estou a queixar-me, porque a estes momentos eu chamo de

LIBERDADE.

Por isso, faço o costume: escolho das minha músicas preferidas a que mais me apetece ouvir, coloco no repeat e procuro a pasta das minhas imagens guardadas. Olho as imagens, oiço a música, gozo a LIBERDADE.
-Sou feliz.

Deixo aqui um pouco disso...

Com um beijo meu!






fatima




sábado, novembro 10, 2007

"com as raizes": podem ser .... os meus amuos



Quando eu estiver com as raízes
chama-me com tua voz.
Irá parecer-me que entra
a tremer a luz do sol.


De Juan Ramón Jiménez


sexta-feira, outubro 05, 2007

Tu e eu,

Somos tão diferentes e estamos tão distantes.



Tu e eu…



Tu e eu,

Kilometros afazeres e outras pessoas, tantos/as, entre nós.

E não apenas isso, eu sei.



Tu, do lado do sol.

Eu, fico com a lua.

(Se quiseres ao contrário, tudo bem, eu não me importo)


E de vez em quando cruzamos os olhares,

na direcção da mesma estrela

na mesma altura do dia

e somos então um bocadinho um do outro, eu penso.



Se pensar errado, não faz mal.

Há muito tempo que vivo mais das verdades que vivem em mim do que das realidades que são em redor de mim…



Tu,

beijos e um xi-coraçao e saudades.



fatima

quinta-feira, setembro 13, 2007

..





O que eu sou é o único lugar seguro que conheço.

De Inês Pedrosa
em Fazes-me falta


Música: Dying in the sun
Cranberries

segunda-feira, setembro 03, 2007

...









Esta noite sonhei contigo

Dizias-me ao ouvido: tudo é possível ainda.

Se calhar sorri.

(As vezes sorrio para te agradar

Ou talvez para te dizer que me agradaste.

Não sei.)











Hoje acordei e o dia estava bonito.

O sol bateu em mim e eu sorri.

(Mesmo.)



fatima

quarta-feira, agosto 29, 2007

:-)


Humm,

tenho que confessar duas coisas, nao, três coisas: 1, tenho saudades da blogosfera; 2, muitas saudades do meu blog; 3, tenho receio de já não saber como fazer ...



Bem, queria escrever qq coisa aqui hoje, mas a verdade é que não tenho tempo nenhummmmmmmmmmmmmm para Isto.

Tenho um pouquito de pena, mas não muita, pq meu tempo todo é ocupado em outras coisas que, ou são mais válidas (trabalho das 9h as 19H, cozinhar, lavar a louça, tratar da roupa, arrumar a casa) ou são mais importantes (cuidar e educar), ou são mais prazeirosas (não sei se esta palavra existe, desculpem) (acarinhar e amar).


Muita coisa em minha vida mudou nos ultimos tempos e a única coisa que importa dessas mudanças todas (boas, más, mt boas e mt más, há de tudo...) é que eu sou, estou, sinto-me MAIS FELIZ.


Um dia destes voltarei, para saber de todos aqueles a quem eu me acostumei aqui.

Deixo muitos beijos e relembro saudades....




fatima







Desfloramento

Venho das noites escuras
E aprendi a ver nas trevas
e a ler nas trevas.
Venho das noites escuras
e sei o grande soluço das sombras
e os cânticos impotentes dos peregrinos.
Venho das noites escuras
e daí o meu amor imenso pela luz!
E quanto mais treva era a treva
melhor eu aprendia a amar a luz do sol,
e dos meus olhos sempre mais e mais abertos
a luz interior irradiando aniquilava as sombras...
E sendo sempre noite, era cada vez mais manhã.
E cada vez mais enorme e definitiva, a manhã subia,
a-pesar-da treva, a-pesar-do silêncio, a-pesar-de tudo!
E cada vez mais era manhã. E era ainda a noite.

A flor romântica da treva esfolhou-se nos dedos.
E então nasci.
E então vi que estava nu,
E alegrei-me por estar nu,
enfim!
Sorvi os frutos da terra,
e já não me souberam a papel impresso!
Sacudi a poeira do que me tinham ensinado,
e comecei a saber.
Sob as palavras, desvendou-se então a voz,
e a canção ardente da vida já não encontrou algodão
nos meus ouvidos.

Ah! Só quem veio das trevas e das noites escuras
pode amar assim o imenso mundo do sol!
Poema de Adolfo Casais Monteiro

segunda-feira, julho 02, 2007

domingo, junho 17, 2007

:)


Este post, esta imagem, este poema e esta música, são para todos os que na net disponibilizam seus poemas e textos e imagens, para todos nós!

Não pedem nada em troca e isso é "estranho" num mundo onde tudo o que satisfaça qualquer um de nossos 5 sentidos é "pagável" ou "cobrável"…


A vida é tão cheia de dificuldades, problemas e desaires!

E fica tão difícil um sorriso feliz ou um brilho alegre no olhar!

Por isso!,

o meu

MUITO OBRIGADA

a todos os que, nem que seja que por um breve momento, me fizeram e fazem sentir

BEMMMMMMMM.

Aproveito para dizer que ando a descurar um pouco o meu blog apenas por falta de tempo e também , admito, por me sentir psicologicamente e mentalmente aquém ..sei lá… da fátima de antes…

Beijos meus, para todos vós, os que me visitam!

Um xi-coração apertado para todos os bloggers que eu visito!

fatima






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No teu poema existe um verso em branco e sem medida,
um corpo que respira, um céu aberto,
janela debruçada para a vida.
No teu poema
existe a dor calada lá no fundo,
o passo da coragem em casa escura
e, aberta, uma varanda para o mundo.
Existe a noite, o riso e a voz refeita à luz do dia,
a festa da Senhora da Agonia
e o cansaço
do corpo que adormece em cama fria.
Existe um rio,
a sina de quem nasce fraco ou forte,
o risco, a raiva e a luta de quem cai
ou que resiste,
que vence ou adormece antes da morte.
No teu poema
existe o grito e o eco da metralha,
a dor que sei de cor mas não recito
e os sonhos inquietos de quem falha.
No teu poema
existe um cantochão alentejano,
a rua e o pregão de uma varina
e um barco assoprado a todo o pano.
Existe um rio
a sina de quem nasce fraco ou forte,
o risco, a raiva e a luta de quem cai
ou que resiste,
que vence ou adormece antes da morte.
No teu poema
existe a esperança acesa atrás do muro,
existe tudo o mais que ainda escapa
e um verso em branco à espera de futuro.
Letra e música de José Luis tinoco

quinta-feira, junho 14, 2007

....




Teimoso lutador, não desanimo.
Olho o monte mais alto e subo ao cimo,
a ver se ao pé do céu sou mais feliz.
De um poema de Miguel Torga



quarta-feira, junho 06, 2007

....


Amostra sem valor





Eu sei que o meu desespero não interessa a ninguém.


Cada um tem o seu, pessoal e intransmissível:


com ele se entretém


e se julga intangível.



Eu sei que a Humanidade é mais gente do que eu,


sei que o Mundo é maior do que o bairro onde habito,

que o respirar de um só, mesmo que seja o meu,

não pesa num total que tende para infinito.




Eu sei que as dimensões impiedosos da Vida

ignoram todo o homem, dissolvem-no, e, contudo,

nesta insignificância, gratuita e desvalida,

Universo sou eu, com nebulosas e tudo.


Poema de António Gedeão






domingo, junho 03, 2007

...


"O amor quebra todas as barreiras"



É. Às vezes acontece.


Beijossssssssssssss

e,

boa semana!!


fatima